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Seriado
As Aventuras
de Tiazinha
Estréia do seriado com a heroína mostra
Suzana Alves com muita roupa e pouca ação, enfraquecendo sua
capacidade de brigar pela audiência
Paula
Alzugaray
Tiazinha
entregou as armas. Depois de incendiar a fantasia masculina
com seu sadomasoquismo light, ela volta à cena sem
a lingerie e os atributos que a alçaram ao Olimpo das
musas nacionais. No primeiro episódio de As Aventuras
de Tiazinha, que foi ao ar na segunda-feira 4, nem mesmo o
chicotinho apareceu. As melhores habilidades da mascarada
foram cobertas por um grosso macacão com um dispositivo
"realimentador de baterias" que deveria estar a
serviço de incrementar seus poderes naturais. Mas sem
o corpo e com a árdua tarefa de interpretar a heroína
Su-013, Tiazinha não pareceu devidamente munida de
energia para enfrentar os exércitos de ciberterroristas
e de telespectadores.
Faltam
atitude e emoção à nova personagem de
Suzana Alves. Os episódios-relâmpago, de 15 minutos,
exigiriam muito mais velocidade para cativar um público
jovem treinado pela agilidade dos videoclipes e dos filmes
publicitários. A lei básica do aproveitamento
do tempo, que faz da publicidade um meio de comunicação
tão eficiente (a ponto de contar histórias em
até um minuto), simplesmente foi ignorada em As Aventuras
de Tiazinha.
A falta
de graça da heroína torna-se ainda mais gritante
se comparada à modernidade dos recursos gráficos
e efeitos especiais do programa. Está explicado por
que os integrantes do estúdio Fábrica de Quadrinhos,
que assinam a direção de arte, foram os únicos
a continuar na equipe depois que Del Rangel assumiu a direção.
A concepção de Tronix, a megacidade que nasceu
da fusão de São Paulo, Rio de Janeiro e o Vale
da Paraíba - e cenário da aventura - é
fantástica. O espírito de Gotham City está
todo lá, com referências ainda aos climas dos
clássicos da ficção científica
Blade Runner, Matrix e Star Wars.
O objetivo
de criar uma história em quadrinhos eletrônica
foi plenamente atingido pela direção de arte
do programa. A inovadora linguagem visual - muito acima da
média da tevê - salva As Aventuras do fiasco.
Resta à nossa Batgirl tupiniquim carregar suas baterias
para vencer a decisiva batalha pela audiência.
Gibi
em tela morna
As
Aventuras de Tiazinha
Bandeirantes (Segunda a sexta, 20h)
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