13 de outubro de 1999
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As Aventuras de Tiazinha
Estréia do seriado com a heroína mostra Suzana Alves com muita roupa e pouca ação, enfraquecendo sua capacidade de brigar pela audiência

Paula Alzugaray

Tiazinha entregou as armas. Depois de incendiar a fantasia masculina com seu sadomasoquismo light, ela volta à cena sem a lingerie e os atributos que a alçaram ao Olimpo das musas nacionais. No primeiro episódio de As Aventuras de Tiazinha, que foi ao ar na segunda-feira 4, nem mesmo o chicotinho apareceu. As melhores habilidades da mascarada foram cobertas por um grosso macacão com um dispositivo "realimentador de baterias" que deveria estar a serviço de incrementar seus poderes naturais. Mas sem o corpo e com a árdua tarefa de interpretar a heroína Su-013, Tiazinha não pareceu devidamente munida de energia para enfrentar os exércitos de ciberterroristas e de telespectadores.

Faltam atitude e emoção à nova personagem de Suzana Alves. Os episódios-relâmpago, de 15 minutos, exigiriam muito mais velocidade para cativar um público jovem treinado pela agilidade dos videoclipes e dos filmes publicitários. A lei básica do aproveitamento do tempo, que faz da publicidade um meio de comunicação tão eficiente (a ponto de contar histórias em até um minuto), simplesmente foi ignorada em As Aventuras de Tiazinha.

A falta de graça da heroína torna-se ainda mais gritante se comparada à modernidade dos recursos gráficos e efeitos especiais do programa. Está explicado por que os integrantes do estúdio Fábrica de Quadrinhos, que assinam a direção de arte, foram os únicos a continuar na equipe depois que Del Rangel assumiu a direção. A concepção de Tronix, a megacidade que nasceu da fusão de São Paulo, Rio de Janeiro e o Vale da Paraíba - e cenário da aventura - é fantástica. O espírito de Gotham City está todo lá, com referências ainda aos climas dos clássicos da ficção científica Blade Runner, Matrix e Star Wars.

O objetivo de criar uma história em quadrinhos eletrônica foi plenamente atingido pela direção de arte do programa. A inovadora linguagem visual - muito acima da média da tevê - salva As Aventuras do fiasco. Resta à nossa Batgirl tupiniquim carregar suas baterias para vencer a decisiva batalha pela audiência.
Gibi em tela morna

As Aventuras de Tiazinha
Bandeirantes (Segunda a sexta, 20h)

 

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