13 de outubro de 1999
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Romance

Timbuktu
Cia das Letras lança mais uma fábula moderna do autor americano Paul Auster

Heitor Ferraz

Paul Auster é uma espécie de biógrafo da vida americana. Em quase todos os seus romances, ele acaba construindo a história de uma vida imaginária. Seus personagens, retratados realisticamente, normalmente são homens marcados pela solidão, pelo senso de justiça e por uma espécie de pureza que os afasta da realidade. Em seu último romance, Timbuktu (144 págs., R$ 19), que acaba de sair no Brasil, ele mais uma vez explora o mundo solitário e individual - tema já tratado com grande refinamento em Invenção da Solidão, recentemente reeditado, em nova tradução.

Timbuktu tem algo de fábula moderna. O personagem central não é mais um homem: é um simples cão vira-lata chamado Mr. Bones. É através dele que Auster poderá mais uma vez mergulhar na alma dos homens do seu tempo e do seu país. Neste livro, Mr. Bones é o reflexo e a memória da vida de seu dono, Willy G. Natal, um pobre-diabo, poeta maltrapilho e vagabundo, que acaba morrendo na rua, partindo para a mítica Timbuktu, a terra dos mortos. Resta a Mr. Bones - um cachorro que conhece a língua dos homens - fugir das ciladas das grandes cidades, como os furgões que pegam cachorros sem dono e os restaurantes chineses, onde carne canina é prato principal.

Nessa fuga desesperada, ele tem a sorte de cair na casa de uma típica família burguesa americana, com aqueles impecáveis gramados onde as crianças brincam. Auster agora investiga o outro lado da vida social de seu país: a vida daqueles que conquistaram uma estabilidade econômica, ao contrário de Willy. Porém, a mesma solidão reaparece. É com um osso duro de roer que Mr. Bones se depara em cada momento de sua aventura. Nesse romance, ele funciona como uma espécie de escuta privilegiada dos homens. É ele - o melhor amigo do homem - que pode escutá-lo e talvez compreendê-lo.
Vida de cachorro

 

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