13 de outubro de 1999
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Romance histórico

Burr
Gore Vidal reconta a história de Aaron Burr (1756-1836) - vice-presidente de Thomas Jefferson e uma das mais controvertidas personalidades da América do Norte

Antonio Querino Neto

Seria uma ingenuidade esperar que o terrível Gore Vidal se intrometesse na vida de Aaron Burr (1756-1836) - vice-presidente de Thomas Jefferson e uma das mais controvertidas personalidades da História americana - com o mero intuito de remoer fatos do passado. Mesmo porque, para o autor de Lincoln e Juliano, o fascínio do romance histórico está em poder "rearranjar os eventos e atribuir motivos", atitude que estaria fora da alçada tanto do historiador quanto do biógrafo. Nem por isso Burr (536 págs., R$ 42,50) é uma interpretação livre do que aconteceu no tempo dos fundadores da democracia americana, muito pelo contrário.

A trama arquitetada por Vidal é rigorosamente baseada em fatos reais. Burr é um romance detalhado e nada inocente, reproduzindo frases que realmente foram ditas pelos personagens, quase todos verídicos, com exceção de dois deles, entre os quais o narrador, um jornalista chamado Charles Schluyer. O jornalista recebe a missão de escrever sobre o coronel Burr, que havia sido acusado de tentar invadir o México e duelar e matar seu desafeto Alexander Hamilton, entre outros delitos.

Obviamente, a narrativa constitui um pretexto para Vidal recontar um dos períodos mais marcantes dos EUA. Imaginando a vida de um dos principais homens da era pós-revolução e pintando-a como a de um reles aproveitador, o escritor vai minando a imagem grandiosa que a História reserva aos poderosos. Como nada que Vidal cria vem isento de veneno (vide o roteiro para o clássico Ben Hur), a acidez crítica escorre em todas as páginas. O próprio presidente George Washington aparece como um homem mesquinho e obcecado pelo pomposo teatro do poder.

Visão irreverente da história

 

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