06 de outubro de 1999
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Marion Zimmer Bradley
Morre aos 69 anos, na Califórnia, a escritora que contou a lenda do Rei Arthur pelo ponto de vista feminino

A escritora Marion Zimmer Bradley, autora do best-seller As Brumas de Avalon, morreu no sábado 25, em Berkeley, Califórnia, devido a complicações de um ataque cardíaco sofrido quatro dias antes, aos 69 anos. Agricultora pobre e filha de um pai alcoólatra que perdera tudo nos anos da depressão econômica, Marion desde cedo refugiou-se na fantasia. Como não tinha dinheiro sequer para livros, acabou lendo e relendo até decorar o único que tinha: A Lenda do Rei Arthur, de Sidney Lanier. Vendeu sua primeira história aos 19 anos, em 1949, para uma revista de ficção científica. Mas o sucesso só veio em 1962, com a série de novelas Darkover. No Brasil, os quatro volumes de As Brumas de Avalon, a lenda do rei inglês Arthur contada a partir de personagens femininos, venderam mais de um milhão de cópias. Ela acabou se tornando um ícone do movimento feminista no mundo todo. A editora Rocco lançou em setembro a obra A Senhora do Trílio, romance de 1995 que faz parte da série Espada e Magia. Deixa dois filhos.

George C. Scott, ator que recusou o Oscar de 1971 por sua atuação no filme Patton, além de ter sido indicado ao prêmio outras três vezes, morreu na quarta-feira 22 em sua casa em Ventura, Califórnia, devido à ruptura de um aneurisma, aos 71 anos.
Aos 17 anos ele ingressou no corpo de fuzileiros navais, de onde saiu alcoólatra, aos 21, vício que o acompanharia toda a vida. Scott tinha um temperamento explosivo, o que lhe rendeu fraturas no nariz em várias brigas de botequim e cinco casamentos, dois deles com a atriz Colleen Dewhurst. Ele estudou Jornalismo mas desistiu por considerar-se tímido. “Tornei-me ator para fugir de minha própria personalidade”, declarou numa entrevista em 1968. Apesar de ter feito 40 filmes e 150 peças, várias vezes Scott cogitou abandonar a profissão, por considerá-la destrutiva. Ele deixa seis filhos, entre eles Campbell Scott, também ator.

Marçal Versiani dos Anjos, professor de filosofia e jornalista, sobrinho do poeta Cyro dos Anjos, morreu na sexta-feira 24 de causas naturais em sua casa no bairro da Gávea, Rio de Janeiro, aos 71 anos.
Erudito que falava oito línguas, tendo feito pós-graduação em Paris e doutorado em Roma, ele decidiu abandonar a batina de padre aos 42 anos, quando casou. Durante as últimas três décadas ele trabalhou em jornalismo, como editorialista para os jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e O Globo. Seu corpo foi sepultado no sábado 25, no cemitério Jardim da Saudade, no Rio.

Manuel Bustus, deputado e sindicalista chileno que organizou a resistência contra o regime do general Augusto Pinochet, morreu na segunda-feira 27 de câncer no cérebro, em Santiago, aos 55 anos.
Bustus foi líder da Central Única dos Trabalhadores (CUT) até ser preso e exilado pelo regime militar, em 1982. Ao voltar ao Chile, em 1988, reorganizou os sindicatos e foi eleito deputado. Seu contato com a causa dos trabalhadores veio do berço, pois foi recolhido na rua por um casal de camponeses idosos após ter sido abandonado pelos pais verdadeiros quando ainda era bebê. Trabalhou na lavoura até os 14 anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Geral de Santiago, com cortejo de sindicalistas, na terça-feira 28.

 

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