06 de outubro de 1999
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Conversa Afiada
Cultura (Segunda a sábado, 21h40)

Ibsen Spartacus

Paulo Henrique Amorim tem um belo desafio pela frente: criar uma linguagem nova, mais contemporânea, para falar sobre economia na televisão. O tema é árido. Crises econômicas, com pânico nas bolsas e atropelos do mercado, até rendem material rico para as câmeras, mas a estabilidade econômica não é tema bom para a telinha.
Na estréia, Paulo Henrique abriu o cardápio com pequenas notícias do movimento financeiro. Citou trechos de uma entrevista que fez com o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, pela Internet. Fez um rápido comentário sobre a crise no Equador - sem as imagens que dariam sua dimensão - e uma única pergunta ao presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Renato Guerreiro.

Seguiu-se uma entrevista com o presidente da Embraer, Maurício Botelho, como parte de uma série em que empresários dirão se o Brasil vai para a frente ou não vai. O dono do programa mostrou-se afiado e tentou tirar a entrevista da modorra em que conversas do gênero habitualmente se transformam - o que depende também da empatia do entrevistado. Infelizmente, não conseguiu.

Conversa Afiada chega à Rede Cultura no momento em que a emissora promove mudanças na programação jornalística. Diz-se que serão privilegiados os programas que prestam serviço, mas este não parece ser o caso de Amorim. Se o público que busca é o de executivos e empresários, certamente as agências de notícias especializadas fazem papel melhor. Se o alvo é a população em geral, faltou falar de economia popular: preços, crediário etc.

Paulo Henrique é jornalista experiente, transitou entre revistas, jornais e televisão. Volta depois da experiência na Rede Bandeirantes, onde foi âncora de prestígio mas de baixa audiência. Na Cultura, terá a oportunidade de vingar uma fórmula que funcionou poucas vezes, se é que já funcionou. Será tanto melhor quanto mais ele exercer o papel que lhe cai melhor: o repórter que busca obsessivamente uma boa e exclusiva informação.
Investimento de risco

 

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