23 de setembro de 1999
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Record e SBT adotam estratégias diferentes para encarar a Rede Globo na teledramaturgia

FOTO: Pierre Merimée

Enquanto o SBT ri à toa com o sucesso da novela mexicana A Usurpadora - audiência de 20 pontos -, a Record aposta novas fichas na sua teledramaturgia. Depois de Louca Paixão, começa Tiro e Queda, estréia do último dia 13 (no mesmo horário das 20h10), que mistura comédia com gênero policial à maneira de Agatha Christie. No elenco, Lucinha Lins, Cláudio Mamberti, John Herbert e Mylla Christie, entre outros.

É interessante notar os caminhos que as duas únicas concorrentes da Globo estão trilhando quando o assunto é telenovela. Para se manter no patamar de 11 pontos de audiência, a Record vem pagando bem aos ex-globais e gastando R$ 40 mil por capítulo.

Envie esta página para um amigoJá o SBT encontrou uma saída mais eficiente: compra novelas estrangeiras a preço de banana ou se associa a produtores de fora, como é o caso da infanto-juvenil Chiquititas, sucesso há quatro anos. Nos dois casos, o resultado é fantástico. A tevê mexicana Televisa vende A Usurpadora para o SBT por, no máximo, R$ 4 mil o capítulo e a audiência é quase a mesma que a Globo consegue com sua novela das 18h, Força de Um Desejo (média de 23 pontos e R$ 100 mil o capítulo).

Está explicado por que Silvio Santos não tem planos de reativar seu núcleo de teledramaturgia nem de desengavetar a brasileira inédita Direito de Nascer. Está nas mãos da Record manter a resistência na produção de novelas brasileiras fora dos domínios da Globo. Tiro e Queda está no ar para cumprir seu papel. (L.A.)