23 de setembro de 1999
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Festival do Rio: nasce um megaevento
Fusão de duas mostras cria mega-evento que vai exibir 400 filmes em 30 salas por duas semanas

Foto:Walter Carvalho

A fusão de dois festivais de cinema do Rio de Janeiro dá origem à primeira edição do Festival do Rio, um megaevento que durante as duas próximas semanas projetará 400 filmes em 30 salas da cidade. O último filme de Jim Jarmusch, Ghost Dog - The Way of the Samurai, abre o festival na quinta-feira 16, com a presença do ator Forest Whitaker (Bird). No papel protagonista, Whitaker vive um matador profissional que age guiado por um antigo texto samurai. Entre as grandes atrações, a nova safra de filmes espanhóis e o último de Walter Salles. O Primeiro Dia (1998), com Fernanda Torres, é um dos dez filmes da mostra “2000 Visto Por”, uma série sobre o fim do milênio produzida pelo canal de tevê francês Arté.

O diretor espanhol Carlos Saura, que também visita o Rio, marca presença com suas duas últimas produções: Tango (1998), que disputou Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano com Central do Brasil, e Goya (1999), sobre a vida do pintor espanhol Francisco de Goya. Chega também à cidade o grande favorito à Palma de Ouro de Cannes 99, Tudo sobre Minha Mãe, que tem estréia nacional prevista para início de outubro. O filme contrariou as expectativas, mas deu o prêmio de melhor direção a Pedro Almodóvar e é um dos pontos altos da mostra. Cadete Winslow, do dramaturgo e diretor norte-americano David Mamet, também chega ao Brasil via Festival do Rio. A mostra antecipa ainda o suspense psicológico A Bruxa de Blair, revelação do ano nos EUA. No independente mais bem-sucedido dos últimos tempos (custou US$ 35 mil e já rendeu US$ 130 milhões), os diretores e roteiristas Eduardo Sanchez e Daniel Myrick foram capazes de surpreender os EUA. Com apenas duas câmeras nas mãos (uma de vídeo, outra 16mm) e uma ótima idéia na cabeça: o filme se passa por documentário e assusta pelo falso realismo.

Envie esta página para um amigoOutra carreira de sucesso fora de Hollywood (sem estréia prevista no Brasil), o energético Corra Lola Corra, de Tom Tyker, foi o fenômeno de 1998 na Alemanha, seu país de origem. A história é de tirar o fôlego: Lola, vivida pela estreante Franka Potente, tem 20 minutos para encontrar a quantia de 100 mil marcos, perdida pelo namorado no metrô de Berlim. Além dos consagrados e das revelações, algumas curiosidades são dignas de nota. Uma delas é o documentário Sex: The Annabel Chong Story, sobre a façanha da estudante Grace Quek: transar com 251 homens em 10 horas. Eis aqui um exemplar bizarro da tendência que marca o cinema e as artes deste fim de milênio: o sexo. (P.A.)