23 de setembro de 1999
Escolha sua capa
Home
Semana
Diversão e Arte
Outras Edições
Fale Conosco
Assine
Busca

Leia também:

Televisão

Videokê
Jornal São Paulo 2.ª Edição
Mundo das novelas


Cinema

Festival do Rio: nasce um megaevento
Terra de Paixões
A Viagem


Música

Blues não tem idade
Cheiro de Amor - Cheiro de Festa
A Pedra Filosofal
500 anos de estrada
Zezé di Camargo & Luciano


Teatro

Alma de Todos os Tempos
Bispo Jesus do Rosário

Capital do teatro


Livros

Capitães do Brasil
Atletas do Brasil


Internet

Cultura On Line
Arthur Omar

 


Livros

Capitães do Brasil
Terceiro livro de Eduardo Bueno para a coleção Terra Brasilis conta a história dos primeiros colonizadores do País

Heitor Ferraz

Foto: Lucia Mindlin Loeb/AE

Com Eduardo Bueno, a história do Brasil passou a ganhar ritmo de aventura. Desde que foram lançados, A Viagem do Descobrimento e Náufragos, Traficantes e Degredados (os dois primeiros volumes da coleção Terra Brasilis) rapidamente entraram para a lista dos mais vendidos. O mesmo caminho vem sendo trilhado pelo seu Capitães do Brasil: a Saga dos Primeiros Colonizadores (288 págs., R$ 24,50), que acabou de sair. Nele, Bueno passa a relatar a aventura desses homens que deixaram a corte portuguesa e foram se embrenhar pelas terras brasileiras trinta anos depois do descobrimento do País. Para evitar que a costa brasileira virasse terra-de-ninguém, dom João III resolveu dividir o território em enormes lotes, conhecidos como “capitanias hereditárias”, entregando-as para 12 capitães-donatários. Nem todos encararam a empreitada, mas os que vieram, como Martim Afonso de Souza, passaram por verdadeiras peripécias.

Que mágica esse jornalista de 41 anos tem feito para tornar a história do Brasil um sucesso? Na verdade, ela é bem simples: Bueno buscou nos velhos documentos toda sorte de casos que, além do próprio interesse histórico, enfeitiçam completamente o leitor. E simplesmente passou a relatá-los, numa linguagem despojada e informativa, como a dos jornais e revistas.

Envie esta página para um amigo Bueno, que foi tradutor da obra máxima do movimento beat, Pé na Estrada, de Jack Kerouac, e forjou seu estilo no trabalho com a notícia, procurou refazer a vida de cada um desses homens, transformando-os em verdadeiros personagens de um romance de aventura no período colonial brasileiro. Mas vale lembrar que a história do Brasil já vinha tendo boa recepção entre os leitores. História do Brasil, de Boris Fausto, editado pela Edusp, é um exemplo. Além de ser uma obra de referência no assunto, num estilo saboroso, faz hoje parte de qualquer boa biblioteca. O mesmo se pode dizer dos livros de Sérgio Buarque de Holanda, reeditados pela Companhia das Letras. Porém, com Bueno, pela primeira vez alguém percebeu que se poderia fazer uma boa obra de divulgação com a história do Brasil. E isso ele fez muito bem. Depois, é só ler os clássicos.
História popular brasileira


Eduardo Bueno (Objetiva)