13 de setembro de 1999
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Show

Olhos de Farol
Aos 58 anos, Ney Matogrosso mostra em seu novo show que o quadril está tão ativo quanto sua voz

Gabriela Mellão

Ney Matogrosso continua o mesmo. Está provocativo e debochado como sempre no show Olhos de Farol, provando ser um eterno contestador das mesmas causas. “Sou um transgressor assumido. As pessoas acham que um homem de 58 anos não faria mais determinadas coisas, mas a minha idade cronológica não me diz nada”, disse ele a Gente. No espetáculo, que acaba de chegar de turnê européia, Ney ainda mantém o quadril tão ativo quanto a voz. “Na Alemanha, me perguntaram se o que eu fazia era igual ao axé e eu disse que o fato de eu ser um homem tem um significado totalmente diferente do que uma loirinha mostrando a bundinha.”

A grande surpresa do show não é o físico de Ney, nem sua interpretação dramática realçada pela sofisticada iluminação, talentos já notórios do intérprete. É o repertório que inova. “Admiti voltar a cantar músicas de sucesso e fui direto no Secos & Molhados. Nesse processo de abertura, encontrei músicas dos anos 70 e 80 que gostaria de cantar, de Erasmo Carlos e Cazuza”, diz. Mas não espere só sucessos. Novidades de seu último disco também estão presentes, como a biográfica “Vira-Lata de Raça”, de Rita e Beto Lee, e músicas de compositores recém-consagrados que, aliás, foram a marca do CD. “Já tinha feito um trabalho voltado para o nosso passado musical e achei que estava na hora de vir com um pensamento mais atualizado. Busquei compositores que, apesar de estarem aí há uns dez anos, são considerados novos, como Lenine, Pedro Luís e Paulinho Moska” diz.

Olhos de Farol está no Olympia, em São Paulo, e terá mais 36 apresentações até o ano 2000, incluindo Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Campos do Jordão e Salvador. “Quero fazer uma festa para recepcionar o ano 2000. Um show alegre, que estimule o interior das pessoas”, diz.
Na boa e velha forma