13 de setembro de 1999
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MPB

Djavan ao Vivo
Em sua primeira produção ao vivo, Djavan mostra releituras de canções de seu repertório e duas inéditas em álbum duplo

Guga Stroeter

Foram necessários 25 anos de carreira para Djavan gravar seu primeiro disco ao vivo, com 22 sucessos consagrados - como “Samurai” e “Sina” - e só duas canções inéditas. O resultado é o álbum duplo, com participações dos filhos Max (guitarras) e Flávia Virgínia (vocais) em uma banda afiada.

As surpresas são poucas, mas a satisfação é garantida: os CDs reproduzem a atmosfera de uma celebração, onde artista e platéia cantam juntos o tempo todo. Sua voz doce canta o amor, usando e abusando de melodias e harmonias emprestadas do jazz.

Se para o grande público a trajetória de Djavan transparece coerência, para os militantes radicais da MPB a transformação do sambista dos anos 70 em compositor romântico dos anos 80 interrompeu a evolução do gênero. Do compositor Djavan - que revolucionou o samba com divisões rítmicas imprevisíveis e novas influências -, muitos esperavam a indicação dos caminhos para a redenção definitiva do gênero. Ele migrou para o repertório romântico, mas há um público fiel que ainda sonha ouvi-lo deslocando compassos e a coluna vertebral do samba do terceiro milênio.
Romântico como nunca

Ping-Pong
por Ramiro Zwetsch

Que tal gravar seu primeiro disco ao vivo?
Gosto da atmosfera: você fecha o olho e é como se estivesse no show. Pude interpretar melhor “Açaí” e “Álibi” - não gostava das interpretações originais - e em algumas músicas optei por uma forma mais dançante. Hoje, tenho outra postura no palco: largo a guitarra para ter mais mobilidade.

Você era mais inibido?
No início da minha carreira, minha postura era aquela coisa da bossa nova: banquinho e violão. Logo larguei o banquinho, pois não aguentava ficar ali sentado, me dava nervoso. Larguei também a guitarra, mas não definitivamente. Agora eu também danço.

O que você acha da MPB hoje?
O Brasil é muito maior do que o mercado está podendo absorver e o cenário está ganhando uma nova textura. O pagode e a axé music estão arrefecendo e isso gera espaço para outras tendências.

Que influências você tem atualmente?
De certo modo, o rap me influenciou. Pelo menos, já recebi elogios de alguns rappers por aí. Isso prova que estou no caminho certo, absorvendo novas culturas e informações.

Os Racionais MCs declararam que também foram influenciados por sua música.
Por produzir uma música que funde tantos elementos, acabo abrangendo um público heterogêneo e estou sujeito a agradar de negros a troianos. Estar presente na formação musical dessas pessoas me deixa muito feliz.