13 de setembro de 1999
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Exposição

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Mostra Rio Gravura

 


Exposição

Mostra Rio Gravura
Cinco séculos de arte são expostos em 70 mostras distribuídas por 45 locais num mega-evento no Rio de Janeiro

Ligia Canongia

Ele era filho de um ourives húngaro, que se mudara para Nuremberg para tentar fortuna, no final da Idade Média. Cedo manifestou o dom da arte e, depois de estudos na Itália, tornou-se um gravador notável e um dos maiores artistas da alta Renascença alemã. Albrecht Dürer, um dos primeiros grandes gênios da xilogravura, ficou famoso por suas imagens do apocalipse, com visões fantásticas e demoníacas. Com 120 gravuras expostas, ele é um dos destaques da Mostra Rio Gravura, em cartaz no Rio de Janeiro até outubro. Cinco séculos de arte, em 70 exposições distribuídas por 45 locais, são os números deste mega-evento. Com curadoria de Rubem Grillo, a gravura é tratada como um dos meios mais nobres e perenes da história da arte, da Antigüidade até os dias de hoje. Ocidente e oriente, antigos e modernos, eruditos e populares unem-se nesse grande painel de mestres de todos os tempos.

De Mantegna a Rembrandt, de Goya a Picasso, passando por Daumier, Miró, Matisse e tantos mais, faz-se um percurso histórico fabuloso dos movimentos artísticos europeus. O Brasil, em riquíssimo panorama, expõe o modernismo de artistas como Oswaldo Goeldi, Lasar Segall e Alfredo Volpi. No segmento da gravura brasileira dos anos 50 e 60, destaque para as monotipias de Flávio Shiró, a obra gráfica de Iberê Camargo e de Dionísio del Santo.

Ao lado de eventos internacionais, como a tradicional Trienal de Cracóvia, pode-se ver xilogravuras japonesas, iconografia científica e a produção de cordel. A arte contemporânea, por sua vez, aparece em obras de americanos e franceses, com ênfase em Chuck Close, o pop Jim Dine e o minimalista Sol Lewitt. Também nesse segmento, os brasileiros brilham com trabalhos que vão de Regina Silveira a Tunga.
O mundo em gravuras