13 de setembro de 1999
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Policial

Criminosos por Acaso
Humor e tensão levam o filme que conta a história de um assalto onde o espectador acaba torcendo pelo bandido

Ramiro Zwetsch

Este é um daqueles filmes em que você acaba torcendo pelo bandido. No policial Criminosos por Acaso, Ray (Robert Carlyle, Ou Tudo ou Nada) é um cara simpático, idealista e apaixonado por uma bela garota, Connie (Lena Headey, Vestígios do Dia). Mas é também um experiente assaltante. Com uma turma de foras-da-lei, ele bola um roubo em um depósito bancário, planejando ganhar o suficiente para se aposentar da vida do crime. Durante a ação, no entanto, alguns imprevistos acontecem e o lucro acaba sendo bem menor que o esperado.

Após o assalto, o humor (levemente negro) que pontuava o filme dá lugar à tensão. A frustração dos assaltantes esquenta a trama, criando uma atmosfera nervosa, dominada pela desconfiança e por sucessivas traições. Ray está longe de se enquadrar no perfil de bandido “do mal”. Ao contrário, ele cumpre o papel de Robin Hood urbano - roubando apenas de quem tem de dinheiro de sobra - e conquista o espectador como um herói. A diretora Antônia Bird (O Padre, 1994) foge do convencional ao filmar o ponto de vista do vilão, mostrando o lado humano e cheio de conflitos dos criminosos. Como em todo filme do gênero, a polícia está presente na trama, mas neste caso os policiais são anônimos e não merecem nem mesmo um papel coadjuvante.
Quando o herói é o vilão