06 de setembro de 1999

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Música

Belas e Feras
Vânia Bastos faz homenagem às mulheres no novo disco

Gabriela Mellão

Vânia Bastos faz um manifesto feminista em seu oitavo CD, Belas e Feras. O repertório reúne um time forte de compositoras, que vai de Chiquinha Gonzaga a Adriana Calcanhoto. Mesmo a única exceção, "Ternura", versão de Rossini Pinto para "Today", de Estelle Levitt e Kenny Karen, remete a uma cantora: Wanderléa, que de tanto cantá-la acabou ganhando o apelido de Ternurinha. A versão de Vânia Bastos para a música é uma homenagem à voz feminina da velha guarda, "a minha primeira paixão por uma cantora", diz.

As mulheres do CD só poderiam ter criado um disco de extrema delicadeza e muitas histórias de amor. Rita Lee, Marina Lima, Fátima Guedes, Baby do Brasil, Ângela Ro Ro, Daniela Mercury, Anastácia e Yvone Lara também estão muito bem representadas no disco, em estilos que variam do rock ao forró e arranjos que passeiam entre o popular e o erudito ù usando de sofisticadas orquestras de cordas ao velho e bom cavaquinho. Belas e Feras é mais uma aventura temática da cantora paulista que completa 20 anos de música e 11 de carreira-solo - começou em 1980 ao lado de Arrigo Barnabé, no show e disco Clara Crocodilo. Antes de se inspirar nas mulheres, a cantora já havia homenageado os grandes maestros e arranjadores brasileiros em Cantando Caetano (1992), Canções de Tom Jobim (1995) e Diversões Não Eletrônicas (1997).

Belas e Feras
Vânia Bastos (PlayArte)