06 de setembro de 1999

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Suspense

Um Plano Simples
Uma história de pessoas comuns movidas pela ganância

Ramiro Zwetsch

O título enganoso, Um Plano Simples, é o que ele anuncia: simples como dois e dois são cinco. Denso, intenso e gelado até pelo seu cenário - uma cidadezinha americana soterrada pela neve durante um Natal manchado de sangue -, o filme que o diretor Sam Raimi tirou do sombrio romance de Scott B. Smith (editado no Brasil em 1993) impressiona. É uma história de almas penadas, ardendo no gelo e movidas por uma desgraça ancestral, a ganância. Em resumo: quando três pobretões (Bill Paxton, de OExterminador do Futuro; Billy Bob Thornton, Sling Blade, e Brent Briscoe, U-Turn) se deparam por acaso com US$ 4,4 milhões afundados junto com um avião, percebem que suas vidas mudarão. Com a ajuda malévola da mulher de Paxton (Bridget Fonda, Jackie Brown), grávida mas muito mais disposta a parir tramas e conspirações para envenenar os homens, as vidas deles realmente não serão as mesmas. Mas não do jeito que pensam.

Sam Raimi pegou na veia um dos maiores temas do cinema americano, que data do mudo Ouro e Maldição (Erich von Stroheim, 1924), passa pelo maravilhoso O Segredo de Sierra Madre (John Houston, 1974) e se revitaliza com O Grande Golpe (1956), assinado - vejam só - por Stanley Kubrick. Ele teria gostado de ver esta pequena jóia. Nesta seção em sua homenagem (leia a crítica de De Olhos Bem Fechados), vale lembrar mais uma: Um Plano Simples mostra que seus esforços não foram em vão. (Geraldo Mayrink)
De dar frio na barriga