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Foco
Câmera
Virtual
Técnica
usada em Matrix é "copiada" por fotógrafo brasileiro
Quem
viu Matrix (de Larry e Andy Wachowsky, 1999), deve se lembrar
da cena em que a imagem de uma bala em movimento é
congelada, e a câmera faz um movimento de 360 graus
em volta da imagem parada. O efeito - chamado de câmera
virtual - foi usado pela primeira vez, no cinema, em Wing
Comander - A Batalha Final (anterior a Matrix, nos EUA), para
reproduzir a passagem de uma nave espacial de uma galáxia
para outra.
Nessa
cena, a imagem congela-se em um quadro - com foco no casal
protagonista - no momento que a nave sofre o impacto da passagem,
fazendo um giro de 120 graus em torno da imagem parada. Para
realizar o efeito, 60 câmeras de cinema foram posicionadas
no raio de 120 graus em torno da cena, focalizando a mesma
imagem de diversos ângulos. A edição em
seqüência de cada quadro provoca a impressão
de um movimento circular.
No Brasil,
a câmera virtual foi usada pela primeira vez no clipe
da música "120, 150, 200 km/h", do cantor
sertanejo Leonardo. Só para importar o equipamento
- e os profissionais que o operam - a gravadora do artista
gastou um valor em torno de R$ 35 mil. Uma versão mais
caseira - e com custo de apenas R$ 2 mil - foi a do videoclipe
da música "O Mundo", do Capital Inicial.
O fotógrafo Marco Freitas, 29 anos, improvisou o efeito
em seis cenas do clipe e montou um set de filmagem com 20
câmeras fotográficas, em um arco de 180 graus.
"Não tínhamos tecnologia para sincronizar
imagens, por isso fotografamos no escuro", diz. As câmeras
foram disparadas em velocidade manual - com tempo indefinido
- e só a fração de segundo de um flash
foi registrada. Depois, as imagens foram editadas em seqüência,
dando a impressão de movimento de câmera circular.
O improviso funcionou e Freitas batizou a técnica de
"tupiniquim stop motion". (R.Z.)
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