06 de setembro de 1999

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Foco

Câmera Virtual
Técnica usada em Matrix é "copiada" por fotógrafo brasileiro

Quem viu Matrix (de Larry e Andy Wachowsky, 1999), deve se lembrar da cena em que a imagem de uma bala em movimento é congelada, e a câmera faz um movimento de 360 graus em volta da imagem parada. O efeito - chamado de câmera virtual - foi usado pela primeira vez, no cinema, em Wing Comander - A Batalha Final (anterior a Matrix, nos EUA), para reproduzir a passagem de uma nave espacial de uma galáxia para outra.

Nessa cena, a imagem congela-se em um quadro - com foco no casal protagonista - no momento que a nave sofre o impacto da passagem, fazendo um giro de 120 graus em torno da imagem parada. Para realizar o efeito, 60 câmeras de cinema foram posicionadas no raio de 120 graus em torno da cena, focalizando a mesma imagem de diversos ângulos. A edição em seqüência de cada quadro provoca a impressão de um movimento circular.

No Brasil, a câmera virtual foi usada pela primeira vez no clipe da música "120, 150, 200 km/h", do cantor sertanejo Leonardo. Só para importar o equipamento - e os profissionais que o operam - a gravadora do artista gastou um valor em torno de R$ 35 mil. Uma versão mais caseira - e com custo de apenas R$ 2 mil - foi a do videoclipe da música "O Mundo", do Capital Inicial. O fotógrafo Marco Freitas, 29 anos, improvisou o efeito em seis cenas do clipe e montou um set de filmagem com 20 câmeras fotográficas, em um arco de 180 graus. "Não tínhamos tecnologia para sincronizar imagens, por isso fotografamos no escuro", diz. As câmeras foram disparadas em velocidade manual - com tempo indefinido - e só a fração de segundo de um flash foi registrada. Depois, as imagens foram editadas em seqüência, dando a impressão de movimento de câmera circular. O improviso funcionou e Freitas batizou a técnica de "tupiniquim stop motion". (R.Z.)