| DÊ
O SALTO PARA SEU PRÓPRIO NEGÓCIO |
A
palavra é a alma do seu futuro negócio ao vinculá-lo
profeticamente com seus futuros parceiros e aliados. |
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“Você
deve tomar as coisas com impetuosidade; forçar a
inteligência a superar a si própria por um ato de sua
vontade”,
Henri Bergson
Marco
Roza*
Mais
cedo que você pensa será obrigado a dar o salto vital
de sua vida. Um salto tão necessário que o colocará
no mesmo nível de Daiane dos Santos, a ginasta olímpica
brasileira que aprendeu a voar. Sem sair do chão. Como você
o fará. É bom começar a levar o treino a sério
e preparar para demitir quem eventualmente o demitir.
E
que na hora do salto o faça com convicção absoluta.
Sem volta para um emprego
chinfrim, com ordens que aceleram sua
úlcera e com tarefas que implodem seu coração.
De raiva.
A
rede de sustentação de um novo negócio chama-se
gente. É tecida a partir de palavras, epiderme, acordos em
torno de objetivos de curto e médio prazos, credibilidade,
disciplina, risos, tombos, sapos (muitos sapos) e persistência.
Todos os dias.
O
empreendedor que dá certo, você descobrirá apenas
na prática, é aquele que não desiste nunca
de explicar seu projeto, de convencer aliados, de estimular os que
têm dúvida. E aposta na palavra e no trabalho duro
em vez de se tornar um político.
Somos
seres vinculados pelas palavras e a partir delas costuramos acordos,
levantamos prédios, negociamos a paz, organizamos a travessia
de um precipício. Nascemos exercitando no choro as futuras
palavras. E quando morremos, de tanto que acreditamos na vida, somos
surpreendidos sem ter tempo de pronunciar o discurso final.
ORDENS
MORTAS
Mas deixamos que chefes, diretores e donos de empresas
reduzissem as palavras a ordens. A maioria sem pé nem cabeça.
Por isso, ao decidirmos dar o salto Daiane dos Santos para o futuro
empreendimento, temos de reaprender a transformar nossas palavras
em nosso principal capital.
É muito comum as pessoas arrumarem um capital inicial para
abrir um negócio. Sentam-se em cima do extrato bancário
(que vira dívida ampliada a cada dia) e começam a
dar ordens. Mandam na secretária, gritam com o boy, contam
vantagens no happy-hour. E perdem tudo. Teriam mais chances se tivessem
ido conversar com seus prováveis clientes e perguntado para
eles (e ouvido suas respostas) quais são suas necessidades.
Esquecem
a Encarnação do Verbo, do Evangelho Segundo
João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava
com Deus,
e o Verbo era Deus”.
O Verbo, a palavra, surgiu antes do Capital. E das ordens.
Entre
os cenários que crio no livro PROCURAR EMPREGO NUNCA
MAIS com
prefácio de Joelmir Beting está um que traduz
em palavras – faladas e escritas – o sonho para o qual
vamos entregar nossas vidas. Se você conseguir apresentar
seu projeto em palavras diretas, auto-sustentáveis, apetitosas
como uma boca ávida por um beijo, tenha certeza que seu salto
Daiane dos Santos será medalhado.
O vício de séculos recebendo ordens, infelizmente,
compromete nosso potencial nos negócios. E atrapalha nosso
vínculo com nossos semelhantes, principalmente aqueles que
complementarão nossas habilidades, e dificulta colocar nossos
projetos de pé.
Ao saltarmos com a convicção do apoio dos nossos
semelhantes, mudamos o mundo. E a maneira mais eficiente de a gente
convencer alguém das nossas razões, dos nossos sonhos,
da certeza de nossa intuição é nos transformar
em profetas de nós mesmos.
Elevar o ato da fala ao sagrado.
A condição necessária que nos tornará
humildes diante do que os outros têm a nos dizer.
Criarmos
e mantermos vínculos de tungstênio. Um metal nobre
e resistente. Usado em lâmpadas incandescentes. Que quando
pressionado pelas diferenças de tensão, em vez de
se queimar,
não desiste e brilha. Luz.
PALAVRAS
QUE BRILHAM
Conheci José Augusto Romano Andreatta. Crachá:
Gerente de Sinistros Residenciais. Perfil: se entrega totalmente
ao que fala e só fala no que acredita, ou seja, os produtos
e serviços que apresenta para seus clientes e sua equipe
em nome da Itaú Seguros. Aos 37 anos, duas filhas, 19 anos
de banco, é um exemplo de Capital concentrado na palavra.
Mobilizador e líder de pessoas e de processos. Um frasista
espetacular: “Vivemos numa época que
temos que ter a capacidade de um Antonov e a agilidade de um
F-16”. E também um distribuidor de palavras alheias:
“Nenhum
de nós é melhor que todos nós juntos.”

Colunas anteriores
Créditos:
Marco Roza é jornalista. Trabalhou na Folha
de São Paulo, Folha da Tarde, Notícias Populares,
Jornal da Tarde, Diário do Grande ABC e DCI. Em Londres,
trabalhou para o Central Office of Information, órgão
de divulgação do governo inglês. É
diretor da Marco Direto Marketing - MDM,
e se especializou em Marketing da Diferença®, em
que pesquisa para
seus clientes como agregar ou ressaltar as diferenças
que são percebidas pelos consumidores. |
Email:
marcoroza@mdm.com.br.
Telefone: 0800-11-1239
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