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 PROCURAR EMPREGO NUNCA MAIS Sexta-feira, 07 de maio de 2004
DÊ O SALTO PARA SEU PRÓPRIO NEGÓCIO
A palavra é a alma do seu futuro negócio ao vinculá-lo
profeticamente com seus futuros parceiros e aliados.

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“Você deve tomar as coisas com impetuosidade; forçar a
inteligência a superar a si própria por um ato de sua vontade”,
Henri Bergson

Marco Roza*

Mais cedo que você pensa será obrigado a dar o salto vital de sua vida. Um salto tão necessário que o colocará no mesmo nível de Daiane dos Santos, a ginasta olímpica brasileira que aprendeu a voar. Sem sair do chão. Como você o fará. É bom começar a levar o treino a sério e preparar para demitir quem eventualmente o demitir.

E que na hora do salto o faça com convicção absoluta. Sem volta para um emprego
chinfrim, com ordens que aceleram sua
úlcera e com tarefas que implodem seu coração. De raiva.

A rede de sustentação de um novo negócio chama-se gente. É tecida a partir de palavras, epiderme, acordos em torno de objetivos de curto e médio prazos, credibilidade, disciplina, risos, tombos, sapos (muitos sapos) e persistência. Todos os dias.

O empreendedor que dá certo, você descobrirá apenas na prática, é aquele que não desiste nunca de explicar seu projeto, de convencer aliados, de estimular os que têm dúvida. E aposta na palavra e no trabalho duro em vez de se tornar um político.

Somos seres vinculados pelas palavras e a partir delas costuramos acordos, levantamos prédios, negociamos a paz, organizamos a travessia de um precipício. Nascemos exercitando no choro as futuras palavras. E quando morremos, de tanto que acreditamos na vida, somos surpreendidos sem ter tempo de pronunciar o discurso final.

ORDENS MORTAS
Mas deixamos que chefes, diretores e donos de empresas reduzissem as palavras a ordens. A maioria sem pé nem cabeça. Por isso, ao decidirmos dar o salto Daiane dos Santos para o futuro empreendimento, temos de reaprender a transformar nossas palavras em nosso principal capital.

É muito comum as pessoas arrumarem um capital inicial para abrir um negócio. Sentam-se em cima do extrato bancário (que vira dívida ampliada a cada dia) e começam a dar ordens. Mandam na secretária, gritam com o boy, contam vantagens no happy-hour. E perdem tudo. Teriam mais chances se tivessem ido conversar com seus prováveis clientes e perguntado para eles (e ouvido suas respostas) quais são suas necessidades.

Esquecem a Encarnação do Verbo, do Evangelho Segundo
João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus,
e o Verbo era Deus”.

O Verbo, a palavra, surgiu antes do Capital. E das ordens.

Entre os cenários que crio no livro PROCURAR EMPREGO NUNCA MAIS com prefácio de Joelmir Beting está um que traduz em palavras – faladas e escritas – o sonho para o qual vamos entregar nossas vidas. Se você conseguir apresentar seu projeto em palavras diretas, auto-sustentáveis, apetitosas como uma boca ávida por um beijo, tenha certeza que seu salto Daiane dos Santos será medalhado.

O vício de séculos recebendo ordens, infelizmente, compromete nosso potencial nos negócios. E atrapalha nosso vínculo com nossos semelhantes, principalmente aqueles que complementarão nossas habilidades, e dificulta colocar nossos projetos de pé.

Ao saltarmos com a convicção do apoio dos nossos semelhantes, mudamos o mundo. E a maneira mais eficiente de a gente convencer alguém das nossas razões, dos nossos sonhos, da certeza de nossa intuição é nos transformar em profetas de nós mesmos.

Elevar o ato da fala ao sagrado.

A condição necessária que nos tornará humildes diante do que os outros têm a nos dizer.

Criarmos e mantermos vínculos de tungstênio. Um metal nobre e resistente. Usado em lâmpadas incandescentes. Que quando pressionado pelas diferenças de tensão, em vez de se queimar,
não desiste e brilha. Luz.

PALAVRAS QUE BRILHAM
Conheci José Augusto Romano Andreatta. Crachá: Gerente de Sinistros Residenciais. Perfil: se entrega totalmente ao que fala e só fala no que acredita, ou seja, os produtos e serviços que apresenta para seus clientes e sua equipe em nome da Itaú Seguros. Aos 37 anos, duas filhas, 19 anos de banco, é um exemplo de Capital concentrado na palavra. Mobilizador e líder de pessoas e de processos. Um frasista espetacular: “Vivemos numa época que
temos que ter a capacidade de um Antonov e a agilidade de um
F-16”. E também um distribuidor de palavras alheias: “Nenhum
de nós é melhor que todos nós juntos.”

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Edu Simões / W11 editoresCréditos:
Marco Roza é jornalista. Trabalhou na Folha de São Paulo, Folha da Tarde, Notícias Populares, Jornal da Tarde, Diário do Grande ABC e DCI. Em Londres, trabalhou para o Central Office of Information, órgão de divulgação do governo inglês. É diretor da Marco Direto Marketing - MDM, e se especializou em Marketing da Diferença®, em que pesquisa para
seus clientes como agregar ou ressaltar as diferenças que são percebidas pelos consumidores.

Email: marcoroza@mdm.com.br.
Telefone: 0800-11-1239
Procurar emprego nunca mais é editado pela W11 Editores
(011-3812-3812)

 

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