| RISCOS
DE SE INVESTIR NO NOVO NEGÓCIO |
Veja
os perigos que consomem suas parcas poupanças, escondidos
na abertura e consolidação de seu novo projeto |
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“Não
gostei, o desempregado que está pesquisando os nichos
do mercado para investir suas parcas poupanças necessita
de dicas práticas,
alertas de risco etc e não de literatura de auto-ajuda”,
Galdino Lira, de João Pessoa, PB, em crítica
à coluna anterior.
Marco
Roza*
Esta
coluna é para agradecer a uma
saudável e contundente crítica que recebi
de Galdino Lira - Gallira@terra.com.br,
de João Pessoa, PB.
O
leitor é um dos que acreditam em PROCURAR EMPREGO NUNCA MAIS.
Veja a frase: “o desempregado que está pesquisando
os nichos de mercado para investir suas parcas poupanças
necessita de dicas práticas”. Vamos, pois, aos alertas
de risco que ele exige. Tentarei ser técnico mas sem perder
a poesia. Desculpe-me então, Galdino, se eventualmente eu
escorregar para o tipo de texto que você classifica como “literatura
de auto-ajuda”.
ALERTAS
DE RISCO
Simular
ocupação – Um desempregado é um potencial
gastador
de reservas em simuladores de ocupação. Ele (ou ela)
acha que
tem que dar satisfações rápidas aos amigos
e parentes. Resultado: foca seus esforços na aparência
do projeto em vez de se concentrar nas reais oportunidades embutidas
no seu cardápio de negócios. Exemplo: aluga um escritório,
contrata uma atendente, compra um computador, instala uma linha
de telefone. Abre um gasto sem ter o cliente que vai repor o investimento.
O negócio já nasce falido. Mas permitirá que
o futuro empreendedor se mostre extremamente ocupado para os amigos.
Sugestão: gaste seu tempo, sua solidão e suas
convicções identificando necessidades dos clientes
ainda não atendidas ou parcialmente atendidas pelo mercado
ao seu redor. Tome como exemplo sua prática enquanto estava
empregado ou
se apóie em sua intuição, suas conversas com
estranhos que gravitam em torno dos negócios de seu interesse
ou no qual
você gostaria de dedicar plenamente sua vida.
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Idéias
nubladas – Se você não conseguir
colocar sua idéia de negócio numa única folha
de papel, cuidado. Um bom negócio se apóia, sempre,
em uma idéia simples ainda não percebida. Sugestão:
escreva e reescreva sua idéia e a simplifique até
conseguir explicá-la a uma audiência que tenha o perfil
de seu futuro cliente. Sua idéia tem que ser, além
de simples, empolgante. E conter a vantagem implícita para
os futuros parceiros, investidores e clientes. É uma tarefa
que consome tempo, exercício, humildade e troca de idéias.
Entre as idéias que desenvolvo em PROCURAR EMPREGO NUNCA
MAIS, com
prefácio de Joelmir Beting, tem a sugestão de
se criar o sabão em pó marca M, para ser vendido na
periferia e com a porção correta para ser usada em
tanquinhos.
Sócios
iguais – Geralmente duas pessoas com habilidades semelhantes
se associam para abrir um negócio. Risco altíssimo.
Sugestão: aumente o sucesso de seu empreendimento
se associ-
ando com pessoas que sejam complementares às suas habilidades.
Se você é engenheiro civil, fique sócio de um
mestre-de-obras.
Se é um marceneiro, tente se associar com um designer. Ao
se complementar, você aumenta o capital intelectual agregado
ao negócio, amplia seus horizontes e ganha uma visão
crítica do
setor econômico em que está ou estará inserido.
Almas
dedicadas – O mais difícil em um novo empreendimento
é saber avaliar se as pessoas envolvidas colocam a alma no
negócio. Muitas vezes, quem tem a iniciativa é tão
convicto do próprio negócio que abafa as iniciativas
e críticas dos parceiros. Sugestão: Relaxe.
Deixe aflorar sempre a alma dos seus sócios. Avalie o interesse
natural, as sugestões, a disciplina em encaminhar os acordos
estabelecidos. Sem empenho do corpo e alma de todos os envolvidos,
o futuro negócio corre sérios riscos. E, principalmente,
se exercite ao máximo para conviver bem com as críticas.
Aprenda a respondê-las sem perder a ternura, jamais.
TRABALHO
E RITUAL
O
garçon Cido – James Hilman, em “Tipos
de Poder”, define “Serviços” como a habilidade
de “elevar a qualidade de tudo aquilo em que tocamos”.
Desde que li o livro não tinha encontrado no meu ambiente
um serviço exercitado com tanto ritual. Até conhecer,
por acaso, o Restaurante Bombordo, em São Sebastião,
e ser atendido, também por acaso, pelo garçon Cido.
Os copos pousavam na mesa, os pratos chegavam planando, a atenção
se materializava antes mesmo de a gente perceber que precisava retirar
os pratos ou ter pensado no café. A teoria de James Hilman
na prática. 
Colunas anteriores
Créditos:
Marco Roza é jornalista. Trabalhou na Folha
de São Paulo, Folha da Tarde, Notícias Populares,
Jornal da Tarde, Diário do Grande ABC e DCI. Em Londres,
trabalhou para o Central Office of Information, órgão
de divulgação do governo inglês. É
diretor da Marco Direto Marketing - MDM,
e se especializou em Marketing da Diferença®, em
que pesquisa para
seus clientes como agregar ou ressaltar as diferenças
que são percebidas pelos consumidores. |
Email:
marcoroza@mdm.com.br.
Telefone: 0800-11-1239
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