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 PROCURAR EMPREGO NUNCA MAIS Sexta-feira, 19 de março de 2004
MONTANHA MÁGICA
Aprenda a ver do alto as sombras das grandes
marcas e a instalar ali os futuros empreendimentos.

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“A informação e o conhecimento são as armas termonucleares
competitivas de nossa era. O conhecimento é mais valioso e poderoso do que
os recursos naturais, grandes indústrias ou polpudas contas bancárias”,
Thomas Stewart, em “Capital Intelectual”.

Marco Roza*

A cada dificuldade superada avançamos um passo montanha acima. Demitidos, insistimos em continuar no mercado e a recuperar, individualmente, nossa auto-estima. Humilhados, dentro dos escritórios, moemos nossos próprios tendões, mascamos nossos dentes à noite e marcamos o ponto no
outro dia, catando esperanças pelos
cantos e subimos mais um pouco a
elevação à nossa frente.

Estamos, por todos os parâmetros externos, no topo da montanha da existência humana. Concentramos conhecimento, dominamos as mais recentes tecnologias, somos os portais do mundo e nosso corpo e mente nos transformam em Templo do Senhor. Mas de tão impregnados que estamos com a montanha, muitas vezes não nos vemos no alto.

Aceitamos a tal ponto a definição de fracassados que nos impigem que nos submetemos à tortura de se procurar um emprego que não existe ou a nos sujeitar a uma disciplina humilhante dentro dos escritórios e fábricas.

Sem crachá, consumimos meses, solas de sapato, dinheiro nosso e da família, além do respeito próprio no ritual dos infernos de estarmos sempre um pouco aquém das exigências para ocupar aquela vaga. Como eu demonstro à exaustão no livro Procurar emprego nunca mais, com prefácio de Joelmir Beting.

Mercado a seus pés

E, no entanto, estamos no auge e no alto. Basta abrir nossos olhos e controlar nossa vertigem para percebermos, ao nosso lado, centenas de milhares de homens e mulheres prontos para organizar pequenos núcleos guerrilheiros e, com a determinação dos samurais, descer e dominar o mercado aos seus pés.

Al Ries e Jack Trout, no livro “Marketing de Guerra”, escrevem que a mente é um terreno de batalha montanhoso. Como em qualquer guerra, quem ocupa as posições mais elevadas tem vantagem estratégica em relação ao inimigo. A tese principal do livro é que as empresas e marcas devem ocupar os topos das mentes dos consumidores se querem se manter em posições vitoriosas no mercado.

Como empregados perdemos o topo de nossas percepções para as ordens alheias. Ficamos cegos aos nossos próprios potenciais, cedemos nossa capacidade de avaliação para patrões e chefes que tinham a pretensão de definir nossos destinos.

A insegurança gerada pelo desemprego tem a vantagem de nos sacudir e nos despertar desta letargia. Acordados e no alto da montanha aprendemos rapidamente que temos que organizar nossas próprias guerrilhas.

E, de olhos bem abertos, vemos as sombras deixadas pelas grandes marcas e para ali dirigimos nossos esforços e fincamos nossos empreendimentos. Percebemos os consumidores insatisfeitos e nos associamos a eles com serviços sofisticadamente femininos. Aprendemos a discutir oportunidades, a recuperar o bom e velho hábito de fazer negócios, que nossos ex-patrões achavam que era monopólio só deles.

Nosso cérebro continua a ocupar os mesmos 15 centímetros de largura. Mas agora tem seus altos e baixos, suas alegrias e suas depressões, controladas por nós mesmos. E a partir de nossa montanha mágica vamos reconstruir nossos mundos.

Reportagem fora do quadrado

Ciranda do inferno empresarial – Ao primeiro sangramento de uma empresa no Brasil ela é atacada ao mesmo tempo por tubarões, vampiros e piranhas. Todos alimentados no seio esplêndido da burocracia brasileira. O erro fatal de muitas empresas é acreditar no sistema capitalista brasileiro, segundo me explicou o consultor Anôr Pan, especialista em ajudar empresas a se recuperar de dificuldades que podem se tornar fatais.

Uma empresa que assuma qualquer empréstimo junto aos bancos oficiais (BNDES e Banco do Brasil, por exemplo) dá como garantia seu patrimônio. Geralmente, 1,5 vez o valor emprestado, gerando uma hipoteca. Se tiver alguma dificuldade de sanar uma das prestações cai na ciranda do inferno empresarial.

Inicia-se a sangria da execução de cobranças. Os predadores entram em ação. Um ato burocrático que não permite às empresas outra alternativa senão contestar ou renegociar a dívida, judicialmente. Ao deslocar a atenção gerencial para a administração da contenda legal entra-se num parafuso organizacional que termina comprometendo o desempenho financeiro da organização e, eventualmente, o recolhimento de impostos.

Que leva a outras execuções, litígios trabalhistas, penhora de bens e à falência. “Num sistema capitalista moderno, as empresas têm a assistência e o amparo de seus credores em caso de dificuldade e, protegidas, se recuperam mantendo seu patrimônio e os empregos”, afirma Anôr Pan.

No Brasil, um empréstimo pode se traduzir em morte anunciada do empreendimento e dos empregos que gerava. A não ser que você tenha acesso a um especialista, como Anôr Pan, que salva empresas e empregos há 30 anos.

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Edu Simões / W11 editoresCréditos:
Marco Roza é jornalista. Trabalhou na Folha de São Paulo, Folha da Tarde, Notícias Populares, Jornal da Tarde, Diário do Grande ABC e DCI. Em Londres, trabalhou para o Central Office of Information, órgão de divulgação do governo inglês. É diretor da Marco Direto Marketing - MDM, e se especializou em Marketing da Diferença®, em que pesquisa para
seus clientes como agregar ou ressaltar as diferenças que são percebidas pelos consumidores.

Email: marcoroza@mdm.com.br.
Telefone: 0800-11-1239
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(011-3812-3812)

 

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