| MONTANHA
MÁGICA |
Aprenda
a ver do alto as sombras das grandes
marcas e a instalar ali os futuros empreendimentos. |
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“A
informação e o conhecimento são as armas termonucleares
competitivas de nossa era. O conhecimento é mais valioso
e poderoso do que
os recursos naturais, grandes indústrias ou polpudas contas
bancárias”,
Thomas Stewart, em “Capital Intelectual”.
Marco
Roza*
A cada
dificuldade superada avançamos um passo montanha acima. Demitidos,
insistimos em continuar no mercado e a recuperar, individualmente,
nossa auto-estima. Humilhados, dentro dos escritórios, moemos
nossos próprios tendões, mascamos nossos dentes à
noite e marcamos o ponto no
outro dia, catando esperanças pelos
cantos e subimos mais um pouco a
elevação à nossa frente.
Estamos,
por todos os parâmetros externos, no topo da montanha da existência
humana. Concentramos conhecimento, dominamos as mais recentes tecnologias,
somos os portais do mundo e nosso corpo e mente nos transformam
em Templo do Senhor. Mas de tão impregnados que estamos com
a montanha, muitas vezes não nos vemos no alto.
Aceitamos
a tal ponto a definição de fracassados que nos impigem
que nos submetemos à tortura de se procurar um emprego que
não existe ou a nos sujeitar a uma disciplina humilhante
dentro dos escritórios e fábricas.
Sem
crachá, consumimos meses, solas de sapato, dinheiro nosso
e da família, além do respeito próprio no ritual
dos infernos de estarmos sempre um pouco aquém das exigências
para ocupar aquela vaga. Como eu demonstro à exaustão
no livro Procurar
emprego nunca mais, com prefácio de Joelmir Beting.
Mercado
a seus pés
E,
no entanto, estamos no auge e no alto. Basta abrir nossos olhos
e controlar nossa vertigem para percebermos, ao nosso lado, centenas
de milhares de homens e mulheres prontos para organizar pequenos
núcleos guerrilheiros e, com a determinação
dos samurais, descer e dominar o mercado aos seus pés.
Al Ries e Jack Trout, no livro “Marketing de Guerra”,
escrevem que a mente é um terreno de batalha montanhoso.
Como em qualquer guerra, quem ocupa as posições mais
elevadas tem vantagem estratégica em relação
ao inimigo. A tese principal do livro é que as empresas e
marcas devem ocupar os topos das mentes dos consumidores se querem
se manter em posições vitoriosas no mercado.
Como empregados perdemos o topo de nossas percepções
para as ordens alheias. Ficamos cegos aos nossos próprios
potenciais, cedemos nossa capacidade de avaliação
para patrões e chefes que tinham a pretensão de definir
nossos destinos.
A insegurança gerada pelo desemprego tem a vantagem de
nos sacudir e nos despertar desta letargia. Acordados e no alto
da montanha aprendemos rapidamente que temos que organizar nossas
próprias guerrilhas.
E, de olhos bem abertos, vemos as sombras deixadas pelas grandes
marcas e para ali dirigimos nossos esforços e fincamos nossos
empreendimentos. Percebemos os consumidores insatisfeitos e nos
associamos a eles com serviços sofisticadamente femininos.
Aprendemos a discutir oportunidades, a recuperar o bom e velho hábito
de fazer negócios, que nossos ex-patrões achavam que
era monopólio só deles.
Nosso cérebro continua a ocupar os mesmos 15 centímetros
de largura. Mas agora tem seus altos e baixos, suas alegrias e suas
depressões, controladas por nós mesmos. E a partir
de nossa montanha mágica vamos reconstruir nossos mundos.
Reportagem fora do quadrado
Ciranda
do inferno empresarial – Ao primeiro sangramento
de uma empresa no Brasil ela é atacada ao mesmo tempo por
tubarões, vampiros e piranhas. Todos alimentados no seio
esplêndido da burocracia brasileira. O erro fatal de muitas
empresas é acreditar no sistema capitalista brasileiro, segundo
me explicou o consultor Anôr
Pan, especialista em ajudar empresas a se recuperar de dificuldades
que podem se tornar fatais.
Uma empresa que assuma qualquer empréstimo junto aos bancos
oficiais (BNDES e Banco do Brasil, por exemplo) dá como garantia
seu patrimônio. Geralmente, 1,5 vez o valor emprestado, gerando
uma hipoteca. Se tiver alguma dificuldade de sanar uma das prestações
cai na ciranda do inferno empresarial.
Inicia-se a sangria da execução de cobranças.
Os predadores entram em ação. Um ato burocrático
que não permite às empresas outra alternativa senão
contestar ou renegociar a dívida, judicialmente. Ao deslocar
a atenção gerencial para a administração
da contenda legal entra-se num parafuso organizacional que termina
comprometendo o desempenho financeiro da organização
e, eventualmente, o recolhimento de impostos.
Que leva a outras execuções, litígios trabalhistas,
penhora de bens e à falência. “Num sistema capitalista
moderno, as empresas têm a assistência e o amparo de
seus credores em caso de dificuldade e, protegidas, se recuperam
mantendo seu patrimônio e os empregos”, afirma Anôr
Pan.
No Brasil, um empréstimo pode se traduzir em morte anunciada
do empreendimento e dos empregos que gerava. A não ser que
você tenha acesso a um especialista, como Anôr Pan,
que salva empresas e empregos há 30 anos.

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Créditos:
Marco Roza é jornalista. Trabalhou na Folha
de São Paulo, Folha da Tarde, Notícias Populares,
Jornal da Tarde, Diário do Grande ABC e DCI. Em Londres,
trabalhou para o Central Office of Information, órgão
de divulgação do governo inglês. É
diretor da Marco Direto Marketing - MDM,
e se especializou em Marketing da Diferença®, em
que pesquisa para
seus clientes como agregar ou ressaltar as diferenças
que são percebidas pelos consumidores. |
Email:
marcoroza@mdm.com.br.
Telefone: 0800-11-1239
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