| EVITE
OS CURRÍCULOS DESCARTÁVEIS |
Veja
como criar acesso às empresas e a seus profissionais
dentro da estratégia de buscar trabalho e renda. |
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“Se
você jogar um sapo em água fervente, ele vai, instintivamente,
pular fora. Mas se você colocá-lo numa panela de água
fria e esquentá-la
gradualmente, o sapo ficará ali até que a água
ferva e ele morra”,
Daniel Goleman, em “Primal Leadership”
Marco
Roza*
Recebo,
por dia, uns 30 currículos. Todos iguais. Todos descartáveis.
Assinados por sapos (ou sapas) perigosamente acomodados em água
de temperatura sempre crescente.
Daí
refletir com você a diferenciação do acesso
às empresas e ao mercado para aumentar sua chance de recolocação.
Ou pelo menos ampliar sua rede de contatos para consolidar seu acesso
à renda.
As
pessoas que distribuem currículos aleatoriamente agem como
se procurassem um encaixe em uma organização em movimento.
Tentam chamar a atenção de ocupantes de cargos que
elas nunca viram. Não sabem sequer o
nome e cargo do profissional.
Mas
querem, em troca, que esta pessoa pare o que está fazendo,
avalie um currículo, igualzinho a centenas de outros que
recebe, e as contrate. Estais brincando!
As
corporações, os empregados que ainda têm a carteira
assinada, os fornecedores e os terceirizados estão vinculados
em torno de uma mesa de negócios, que reabre para novas oportunidades
todos os dias, como demonstro em PROCURAR EMPREGO NUNCA MAIS, com
o prefácio de Joelmir
Beting.
Se
você quer ser incluído nesta ciranda de novas oportunidades,
evite desgastar seu nome e seu posicionamento profissional fazendo
com que as pessoas que possam eventualmente vir a ser aliadas percam
tempo com seus currículos chatos.
Para
abrir um acesso ao mercado, traduzido em renda, a única senha
universalmente aceita é trabalho, ou seja, profissionais
que saibam conciliar propostas de ações e atitudes
que sinalizem lucros. Que demonstrem que se esforçam primeiro
e pedem emprego depois.
“Sapo
não pula por boniteza,
sapo pula por precisão”,
Guimarães Rosa
Falar
é fácil, você, sapo (ou sapa) em água
morna, me dirá.
Eis, a seguir, uma sugestão.
Faça uma lista das empresas com as quais você tem
alguma afinidade. Acomode suas belas nádegas numa biblioteca
e comece a pesquisar em jornais e revistas, atualizadas ou não,
o desempenho delas. Anote o nome e o cargo das pessoas citadas nas
reportagens. Uma excelente fonte de nomes e cargos são as
atas e os balanços. Monte seu fichário.
Depois
de pelo menos quatro semanas de dedicação exaustiva
a esta tarefa, arrume um jeito de acessar a internet. Pesquise
o site da empresa, descubra qual é a sua missão e
a situe no contexto de seu setor econômico.
Ao
localizar uma reportagem que mencione a empresa, faça
uma cópia. Marque os trechos em que menciona o nome e
cargo do profissional do qual você, a partir daquele momento,
é um admirador sincero.
Escreva-lhe, a mão, uma cartinha de dez linhas. Deixe claro
que gostaria de fazer uma visita para mostrar tudo o que você
já conseguiu aprender sobre a organização.
Prove num texto levemente emocionado que você quer a orientação
do profissional para continuar a aprender sobre a empresa. Use,
preferencialmente, o correio para diferenciar seu acesso da enxurrada
de e-mails.
Quais são suas chances de ser recebido? Sei lá!
Com certeza superiores às de quem envia currículos
por e-mail. E as probabilidades de ser contratado ou arrumar uma
ocupação temporária? Depende do conteúdo
de sua pesquisa e da maneira convincente de analisar o desempenho
da empresa dentro do setor econômico, a partir do seu ponto
de vista. Seu charme também contará. Pois você
já estará, depois deste esforço, no patamar
de ser notado.
E se o emprego, ou ocupação, não se materializar
depois de um ou dois meses de trabalho exaustivo? Nesta altura,
meu caro (ou minha cara), se você batalhou mesmo pra valer
já tem bastante informação relacionada com
o setor, conhecerá toda a cadeia produtiva em que a corporação
está inserida e poderá ampliar suas chances de ocupação.
Você já não é mais um desesperado lançando
currículos inúteis contra as empresas de sua preferência.
Já caminha célere para se transformar num concorrente
da organização e crescer na sua sombra. É sapo
(ou sapa) cheio de auto-estima que aprendeu a saltar da água
ainda morna. Acumulou conhecimento do setor e ganhou o respeito
de eventuais aliados.

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Créditos:
Marco Roza é jornalista. Trabalhou na Folha
de São Paulo, Folha da Tarde, Notícias
Populares, Jornal da Tarde, Diário do Grande
ABC e DCI. Em Londres, trabalhou para o Central Office
of Information, órgão de divulgação
do governo inglês. É diretor da Marco Direto Marketing
- MDM,
e se especializou em Marketing da Diferença®, em
que pesquisa para
seus clientes como agregar ou ressaltar as diferenças
que são percebidas pelos consumidores. |
Email:
marcoroza@mdm.com.br.
Telefone: 0800-11-1239
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