Veja outros sites:
 Capa
 Índice
 Exclusivo Online
 Reportagens
 Testes
 Galeria de fotos
 Horóscopo
 Seu trabalho
 Dicionário
 Especiais
 Editorias
 E-Commerce
 Economia
 Entrevista
 Estilo Dinheiro
 Finanças
 Negócios
 Seu Dinheiro
 Seções
 Editorial
 A Semana
 Cobiça
 Empresas do bem
 Mercado digital
 Mídia & Cia
 Moeda forte
 Poder
 Cartas
 Busca
 Procure outras matérias
 Edições anteriores
 Assinaturas
 Expediente
 Publicidade
 Fale conosco
Assine a Newsletter

 PROCURAR EMPREGO NUNCA MAIS Sexta-feira, 26 de março de 2004
BINGO DO DESEMPREGO
O jogo que mais cresce no Brasil é o bingo do desemprego,
que mostra que a vaga formal é cada vez mais rara.

Clique aqui para comentar esta coluna


“Ressaltados, os homens, ouvindo isso, rosnaram
de bem, cá e lá: coragem sempre agradava”,
Guimarães Rosa, “Grande Sertão: Veredas”

Marco Roza*

Benedito Julio de Souza, que tem o carinhoso email bjs.souza@uol.com.br, me mandou seu livro Criando uma cultura empreendedora no Brasil em que relata a necessária história do fazendeiro bem-sucedido que ganhava repetidamente o troféu anual “Milho Gigante”.

O segredo do fazendeiro: “O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva através do vento de campo para campo. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade do meu milho. Se eu quiser cultivar milho bom, eu tenho que ajudar meus vizinhos a cultivarem milho bom”.

Segure esta visão de um milharal imenso, espalhado por milhares de campos de futebol, um polinizando o outro, replicando e ampliando as forças para culminar com uma safra de boa qualidade e no troféu “Milho Gigante”.

Agora passe os olhos pelas manchetes desta semana.Você lê que mais de 130 mil pessoas disputam 30 vagas no Metrô de São Paulo, que acena com um salário de R$ 866,26. A exigência mínima é o segundo grau completo. Vê a energia de centenas de milhares de jovens, homens maduros, mulheres grávidas, brasileiros, nossos semelhantes, se espremendo num fatal funil que recolherá apenas 30 crachás no final.

Indiferença profissional
Do mesmo jeito que a polinização dos milharais vizinhos não era percebida como a principal causa da vitória repetida do fazendeiro, a gente tende a não ver, contaminados pela indiferença profissional dos políticos que nos governam, os 129.970 que continuarão desempregados após o concurso. Gente que pagou a inscrição de R$ 7,50 e ajudou a acumular em algum canto a módica cifra de R$ 974.775,00 e que completa os 10 milhões de desempregados no Brasil.

Mas os 129.970 que não serão contratados, por mais eficientes que sejam, continuarão vivos. Cheios de vontade de comer e com uma imensa energia, que usarão para mudar sua atual situação.

Cada uma destas mulheres, jovens e pais de família participa deste concurso apostando no jogo que mais cresce no Brasil: o bingo do desemprego. Aposta R$ 7,50 no sonho de uma vaga e, ao perder, continuará, como de hábito, a buscar por conta própria as alternativas.

E ao lerem a frase de J.A. Gaiarsa: “Quando acordados, geralmente é a figura do mundo que governa a forma de nossos movimentos. Quando estamos sonhando, é a forma de nossos movimentos que gera a figura do mundo”, recuperarão sua auto-estima e evitarão, com todas as forças, serem enganados novamente.

Descobrirão, tenho certeza, que cada gota do sonho de uma vaga que se evapora neste bingo do desespero ajudará a polinizar a certeza de que o emprego formal é cada vez mais uma ficção.

E que depende da nossa coragem, que sempre agrada, como registra Guimarães Rosa, para gerar novas figuras do mundo que sonhamos. Mergulhar nos olhos dos nossos semelhantes e inocular, uns nos outros, as alianças para colocar a mão em nossas rendas.

Abandonado fora do mercado formal, este exército de dez milhões de desempregados no Brasil se prepara para a invasão. Como escreve Joelmir Beting no prefácio de PROCURAR EMPREGO NUNCA MAIS: “Afinal, nem o maior conglomerado do mundo conseguirá impedir o advento do novo trabalho sem documento.” Desempregados, sim. Mas cada vez mais guerrilheiros e samurais.

Trabalho e eficiência

Organizando o tempo do guerrilheiro – O empreendedor Marcelo Thalenberg, autor do livro Socorro, roubaram meu tempo!, nos ensina a usar a tecnologia que está de graça, bem debaixo do nosso nariz, no Microsoft Outlook, para organizar nossa atividade no tempo, ou seja, aumentar nossa eficiência. “O modo de viver está mudando tão rapidamente que não temos mais a percepção do que e quem está roubando o nosso tempo e a qualidade de vida”, diz Marcelo Thalenberg.

Não perca tempo, pois. Descubra com este livro algumas técnicas comportamentais e aprenda a usar o Microsoft Outlook para ajudar a administrar o seu tempo pessoal e empresarial, explorar os recursos de seu telefone celular, melhorar a estima e a eficiência de sua equipe.

Colunas anteriores

Edu Simões / W11 editoresCréditos:
Marco Roza é jornalista. Trabalhou na Folha de São Paulo, Folha da Tarde, Notícias Populares, Jornal da Tarde, Diário do Grande ABC e DCI. Em Londres, trabalhou para o Central Office of Information, órgão de divulgação do governo inglês. É diretor da Marco Direto Marketing - MDM, e se especializou em Marketing da Diferença®, em que pesquisa para
seus clientes como agregar ou ressaltar as diferenças que são percebidas pelos consumidores.

Email: marcoroza@mdm.com.br.
Telefone: 0800-11-1239
Procurar emprego nunca mais é editado pela W11 Editores
(011-3812-3812)

 

ENQUETE

Você odeia
os EUA?

• Sim
• Não
• Mais ou menos
Vote aqui
FÓRUM

Pesquisa do IBGE revela que quase metade dos brasileiros não
come o suficiente. Enquanto isso, a
PF prendeu vários funcionários do Ministério da Saúde, acusados de desviar R$ 2 bilhões de reais desde 1990. Que tal?

 

ISTOÉ | ISTOÉ GENTE | PLANETA | EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS
ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL
© Copyright 1996/2004 Editora Três