Anuncie
Assine Três
 
  IstoÉ Dinheiro
 
Economia
Imprimir
 
A foice, o martelo e o cifrão
O comunista Orlando Silva, ministro dos Esportes, terá R$ 20 bilhões para preparar o Brasil para as Olimpíadas de 2016

Gustavo Gantois

comente a matéria

fotomontagem sobre obra de Victor Ivanov

(À frente da Autoridade Pública Olímpica, Orlando Silva influirá em todos os gastos dos Jogos: da reforma de estádios aos patrocínios)

Na estética da antiga propaganda soviética, a foice e o martelo simbolizam o trabalho duro, unindo o operário e o camponês. O olhar no horizonte indica a esperança no futuro. As roupas austeras remetem à igualdade. Em Brasília, os que ainda se dizem comunistas no governo empunham também o cifrão.

Um deles é o ministro do Esporte, Orlando Silva, filiado ao PCdoB, que está prestes a ganhar um poder com o qual nem o mais revolucionário dos bolcheviques sonharia. Com a decisão do Comitê Olímpico Internacional de sediar os Jogos de 2016 no Rio de Janeiro, ele desponta como favorito para administrar um orçamento astronômico, cogitado em R$ 20 bilhões - mas que pode dobrar.

Avalizado tanto pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, quanto pelo prefeito, Eduardo Paes, Orlando Silva poderá chefiar a Autoridade Pública Olímpica (APO), um modelo que vem sendo aplicado desde Sydney e que é responsável por toda a centralização dos projetos de infraestrutura esportiva e de transportes, além de ações de promoção, marketing e segurança da Olimpíada.

Mas ele ainda evita confirmar se deve trocar o ministério pela carreira olímpica. Pelo modelo, a APO deve permanecer em funcionamento até o dia 31 de dezembro de 2020, gerenciando todo o legado da cidade. "Ainda não há nenhuma definição sobre o assunto", disse Orlando Silva à DINHEIRO. Desde que o Rio conseguiu a vitória em Copenhague, Orlando Silva tem cumprido uma agenda de maratonista. Os compromissos começam às 8 da manhã e as últimas reuniões têm terminado, geralmente, depois das 22h.

A antessala de seu gabinete vive repleta não só de políticos como de empresários e mesmo de atletas que vêm a Brasília buscando apoio a projetos de incentivo ao esporte. "Descobri que comunismo e esporte têm tudo a ver", brincou o ministro, que começou a carreira de militante como líder estudantil e é filiado ao partido desde 1988, quando dirigiu um grêmio estudantil na Bahia, onde nasceu.

Presidente da UNE entre 1995 e 1997, dirigiu nos três anos seguintes a União da Juventude Socialista. Ministro desde 2006, Orlando Silva está prestes a administrar um orçamento que faria revirar no túmulo seus ancestrais de militância. É muito dinheiro. Apenas em financiamento o BNDES deverá conceder R$ 25 bilhões.

Há duas semanas, a diretoria da estatal decidiu abrir uma linha de R$ 5 bilhões para a construção de hotéis. E do custo total apresentado ao COI, estima-se que os aportes federais sejam de R$ 7,9 bilhões. Ao Estado caberiam R$ 2,7 bilhões e ao município, R$ 1,2 bilhão. O restante viria da iniciativa privada. Todo esse dinheiro estará nas mãos da APO, que supervisionará reformas do porto e aeroportos, revitalização de canais, regeneração de bairros, ampliação do metrô, construção ou reforma de instalações esportivas, além da vila olímpica.

PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>
 


Edição Digital
Boletim
Gratuitamente,
receba as últimas
notícias e conteúdo
exclusivo do site.


Economia
Imprimir
   


Busca:
Sites Editora Três

Seções
Capa | Dinheiro Investidor | Dinheiro na Semana | E-commerce | Economia | Entrevista | Estilo | Finanças | Horóscopo | Negócios | Reportagens | Especial | Artigo
Serviços
Fale Conosco | ISTOÉ Dinheiro Digital | Expediente | Anuncie | Assine
Revistas TRÊS
IstoÉ | IstoÉ Dinheiro | IstoÉ Gente | Motorshow | Planeta | Dinheiro Rural | Go Outside | Menu

Gerenciamento de Conteúdo / CMS - ContentStuff.com