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O novo alvo do Principal
Depois de consolidar o controle na Brasilprev, o grupo americano já está de olho na Nossa Caixa

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Quanto vale ser sócio do Banco do Brasil por mais duas décadas? Esta foi a pergunta que não quis calar nos últimos meses na sede do Principal Financial Group, nos Estados Unidos. Desde que o BB começou a rever as parcerias nas áreas de seguros, o presidente do Principal, Larry Donald Zimplemann, sabia que teria de ceder alguns anéis para não perder os dedos na Brasilprev, empresa da qual detinha 46% do capital. Cedeu vários. E ainda terá que enfiar a mão no bolso para comprar a exclusividade da espanhola Mapfre na distribuição de planos de previdência nas agências da Nossa Caixa, que está sendo incorporada pelo BB e atua em São Paulo, principal mercado do País.

Pelos termos do acordo firmado em Brasília na quarta-feira 27, o Principal aceitou reduzir sua participação na Brasilprev para 25% do capital total. O BB aumentou sua fatia na empresa de quase 50% para 75%. Seu presidente, Aldemir Bendine, fez isso sem gastar nenhum tostão, apenas em troca do balcão do maior banco brasileiro por um longo período. A Brasilprev terá o monopólio das agências para vender planos de previdência pelos próximos 23 anos. Hoje, o banco tem 50 milhões de clientes. Se antes o BB ficava com a metade dos lucros da Brasilprev, agora terá direito a três quartos, o que amplia a participação dos seguros em suas receitas, como queria Bendine. "Estamos exultantes com a reafirmação da sociedade", disse à DINHEIRO o presidente da Brasilprev, Tarcísio Godoy. "Tiramos o assunto da pauta e agora podemos focar no crescimento da companhia."

Nos novos termos do negócio, a empresa foi avaliada em R$ 2,2 bilhões. Portanto, o valor da participação do BB subiu de R$ 1,1 bilhão para R$ 1,650 bilhão - um ganho instantâneo de R$ 550 milhões, somente por conta da reestruturação societária. Esse pagamento veio em forma sem direito a voto, das quais o BB será dono de 100%. Como não existe almoço grátis, o Principal ganhou mais poder na gestão da empresa. Ficará com 50,01% das ações ordinárias, com direito a voto, assim que comprar a participação do Sebrae, dono de 4% das ON. Na prática, a gestão continuará a ser compartilhada. "Não muda nada", diz Godoy. O trabalho de Zimplemann, no entanto, continua. Para fechar todas as pontas do negócio, ele terá de comprar da Mapfre a carteira de previdência da Mapfre Nossa Caixa Vida e Previdência, parceria firmada em 2005 entre os espanhóis e o governo de São Paulo. Na época, a Mapfre pagou R$ 225,8 milhões para vender produtos de previdência nas agências do banco por 20 anos. Como a Mapfre virou sócia da BB Seguros recentemente, imagina-se que esse assunto já tenha sido discutido e aprovado. Agora, é só uma questão de preço.

Larry Zimplemann: CEO do grupo Principal ganhou acesso a 50 milhões de clientes do BB

 


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