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Transporte
Acesso rápido para a Copa
Com um dos maiores programas de investimento do País na área de transportes, o Distrito Federal se prepara para ser uma das sedes do Mundial de 2014

anderson schneider/ag. isto é
Metrô do Distrito Federal: a expansão integra o sistema a outros modais de transporte

O ritmo de obras em Brasília é tão intenso quanto à época da inauguração da nova capital, em 1961. A diferença é que agora a maior parte desses investimentos é no setor de transportes, para preparar a cidade para a Copa de 2014. São obras de todos os tipos, que vão desde a expansão do sistema de metrô, o que deve triplicar o número de passageiros ainda este ano, até a construção de viadutos, ampliações de vias e aberturas de novas avenidas.

No projeto bilionário de Brasília está previsto o primeiro veículo leve sobre trilhos (VLT) moderno da América Latina, quilômetros de ciclovias, Veículo Leves sobre Pneus (VLP), Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) e faixas exclusivas para ônibus. O setor passa por uma verdadeira revolução, o que torna a capital do País uma das cidades mais preparadas para a Copa de 2014.

Pela transformação efervescente e dinâmica que o setor de transportes está passando no DF, a revista DINHEIRO escolheu a cidade para sediar uma série de debates sobre os desafios do setor. Em parceria com o governo do Distrito Federal e a Neventos, DINHEIRO reuniu empresários, acadêmicos, técnicos e governo para discutir problemas e apresentar soluções. "Brasília é a cidade mais bem preparada para a Copa", garante o secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga.

No evento promovido pela revista DINHEIRO, o secretário Alberto Fraga, o presidente do Metrô, José Gaspar de Souza, e o diretor geral do DER, Luiz Carlos Tanezini, debateram estratégias de transportes que estão sendo implantadas no DF e no País
fotos: roberto castro/ag. isto é

Em sua apresentação sobre o programa Brasília Integrada, que atualmente abrange todas as ações de transportes e trânsito no DF, Fraga explicou que a deficiência do transporte público é "uma doença crônica no mundo inteiro e em Brasília não é diferente".

Mas, de acordo com ele, "com vontade política" tudo é possível. Segundo Fraga, há três anos, quando José Roberto Arruda assumiu o governo do DF, foi preciso vencer diversas batalhas para iniciar o projeto Brasília Integrada. Havia mais de duas mil vans irregulares, dispersão nas linhas de ônibus, baixa frequência dessas linhas, transportes piratas, terminais deteriorados e uma frota de ônibus de, em média, 14 anos.

Além disso, como o setor não era prioridade, o tempo de espera nos pontos de ônibus passava de uma hora e o DFtrans - autarquia responsável pela fiscalização - não tinha nenhuma autoridade. Para agravar, a legislação estava desatualizada. "Primeiro tivemos que reestruturar o sistema viário, alargando ainda mais as pistas, porque senão Brasília iria parar", explicou o Fraga aos atentos ouvintes. "Agora estamos trabalhando para tornar o transporte coletivo atrativo.

Hoje o sonho do trabalhador é comprar um carro ou uma moto. E entendo que ele não queira usar o transporte coletivo. Mas, quando terminarmos as obras, o cidadão vai preferi-lo, porque ele será mais cômodo, mais rápido e mais barato. Para isso, conseguimos diversos financiamentos externos no BID, Banco Mundial, na Agência Francesa de Financiamento e estamos tentando recursos da Corporação Andina de Fomento."

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