Transporte
Trilhos modernos Brasília será a primeira cidade da América Latina a operar com o novo VLT, um sistema já bastante difundido na Europa
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| Ricardo Caiado de Alvarenga: secretário de Transporte Urbano, do Ministério das Cidades |
Joaquim José de Aragão: especialista em transportes da Universidade de Brasília |
Brasília será a primeira cidade na América Latina a ter um sistema de Veículo Leve sobre Trilhos moderno. Durante sua apresentação, o diretor-presidente do Metrô-DF, José Gaspar de Souza, mostrou que o transporte, bastante difundido na Europa, é muito parecido com os antigos bondinhos. Seu exemplo criou um paradoxo. Se a modernidade é associada a carros velozes, como é possível ter um bondinho no meio de Brasília? Na verdade, os antigos bondinhos, que na Europa são chamados de tramway e em Brasília de metrô leve, são o futuro. Mas pelo fato de o Plano Piloto ser tombado pelo Patrimônio Histórico, não é possível fazer nenhuma intervenção sem submeté-la a enormes burocracias. O projeto deste trem já foi aprovado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Ele fará um percurso de 22,6 quilômetros, ligando o aeroporto ao final da Asa Norte. E um novo acordo do GDF com a Agência Francesa de Desenvolvimento estenderá o trajeto até a Esplanada dos Ministérios. "O metrô leve terá capacidade para transportar mais de 400 passageiros por trem a 70 km/h. Os veículos terão 42 metros de comprimento, 2,65 metros de largura e possuem janelas amplas, câmeras de circuito interno, ar-condicionado, música ambiente e assentos confortáveis", diz Gaspar.
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| Protótipo do futuro: trem que será usado no VLT já esteve exposto na capital federa |
De acordo com Ricardo Alvarenga, representante do Ministério das Cidades, todas as ações de transporte devem estar integradas com políticas de desenvolvimento urbano. "É preciso priorizar os modos de transporte público e o não motorizado, de forma segura, socialmente inclusiva e sustentável", disse. Segundo Alvarenga, há três programas importantes: o Pró-transporte, (financiamento de infraestrutura para o transporte coletivo urbano com recursos do BNDES), o Pró- Mob (financia a mobilidade urbana para municípios com mais de 100 mil habitantes), e o Mobilidade Urbana, que apoia projetos de corredores estruturais de transporte coletivo urbano. "O nosso maior desafio é priorizar o transporte coletivo, sobretudo o transporte sobre trilhos", concluiu Alvarenga.
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