Nextel agora é descolada Antes, a marca era a preferida dos motoboys. Hoje, seus telefones estão nas mãos de presidentes e personalidades. Como uma gestão revolucionária mudou a trajetória da empresa no Brasil
Roberta Namour
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"As pessoas tinham vergonha de dizer que possuíam um Nextel. Agora é um símbolo de status"
Sérgio Chaia, presidente da Nextel do Brasil |
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| Seletiva: a Nextel iniciou em 2009 a operação de vendas em suas 82 lojas. Ainda assim, rejeita 15% das solicitações de novos usuários que não se encaixam no seu perfil |
Nos últimos meses, a sala principal do 12º andar de um prédio localizado na rua Bela Cintra, no centro de São Paulo, esteve mais vazia do que de costume. O ocupante daquele espaço, Sérgio Chaia, 44 anos, presidente da Nextel do Brasil, jamais esteve tão atarefado. Chaia cumpriu uma agenda eclética. Na capital paulista, almoçou com o presidente do time de futebol catarinense Avaí. No Rio de Janeiro, encontrou-se, em uma tarde de sol escaldante, com o músico Paulinho Mosca. Na África do Sul, participou de um safári de observação de leões e rinocerontes. Para quem vê de fora, essas andanças podem dar margem a interpretações erradas.
Será que tudo isso é trabalho? Acredite: sim, é trabalho. "Passei a me conectar com pessoas de tribos diferentes, em busca de ideias diferentes", diz Chaia. "Todas essas experiências servem de aprendizado." Na África, Chaia diz que monitores de safári deram valiosas lições de gestão de grupos, remanejando animais quando há estresse no convívio de espécies diferentes - algo, admita-se, bastante útil numa empresa de grande porte como a Nextel. As investidas em campos tão diversos ajudaram Chaia a reposicionar a marca de origem americana Nextel no mercado brasileiro. Mais do que isso: trata-se de uma reviravolta impressionante. Quase três anos após assumir o comando da subsidiária, Chaia fez com que a Nextel deixasse de ser uma marca de forte presença entre taxistas, motoboys e contínuos. Agora, a Nextel ganhou status de grife e passou a ser usada por empresários, executivos e profissionais liberais de diferentes setores. O barulhinho do rádio, característico da sua tecnologia, continua. Mas as semelhanças param por aí.
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