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Hypermarcas: O duro desafio da integração
Nunca uma empresa de consumo brasileira adquiriu tantas marcas em tão pouco tempo. Agora, a companhia acelera o trabalhoso processo de união dos ativos

Adriana Mattos

Gustavo Lourencao/ Valor
Ele é só Sorrisos: para o presidente da Hypermarcas, Cláudio Bergamo, a empresa tem "máquina preparada para rapidamente adquirir ativos e integrá-los"
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Nenhuma companhia brasileira da área de consumo cresceu tão velozmente quanto a Hypermarcas. Desde a abertura de capital do grupo, há um ano e meio, a empresa gastou cerca de R$ 3,3 bilhões em aquisições - incluindo pesospesados da indústria, como Pom Pom e Jontex -, investimento que fez o número de marcas administradas pela companhia pular de 35 para 160 desde o início de 2008, segundo cálculos da DINHEIRO.
Cláudio Bergamo, o homem que comanda a operação do grupo, se diz satisfeitíssimo com cada passo dado pela companhia. Deixa transparecer até um quê de orgulho pelo trabalho recente e diz que o apetite da empresa não vai diminuir. "Fizemos as compras que planejávamos para o ano e vamos retomar as aquisições a partir de 2010", afirma ele, que se tornou o braço direito do fundador do grupo, João Alves de Queiroz Filho.

Depois de ir às compras, começa o trabalho penoso de união dos ativos. Um dos principais esforços da companhia está em redesenhar a estrutura administrativa e fabril e aproximar as empresas recém-compradas da cultura e do modelo de produção do grupo, dono da Assolan, Zero Call, Epocler, Avanço, entre outras marcasa. Esse é um processo longo e trabalhoso, dividido em três fases. Na primeira, as áreas mais afetadas são a administrativa e de vendas, que passam a ser imediatamente incorporadas pela controladora. Essa etapa dura em média seis meses. A empresa de cosméticos Hydrogen, comprada em setembro, está exatamente nesse momento do processo.

O segundo período da integração, que inclui boa parte dos ativos comprados em 2008, é o mais trabalhoso. Nesse momento, é preciso rever a estrutura fabril antiga, mudar os produtos de uma fábrica para outra, fechar centros de distribuição, cancelar linhas consideradas pouco lucrativas. São as ações mais complexas e radicais tomadas pela direção. O Laboratório Americano de Farmacoterapia (Farmasa), outra empresa do grupo, enfrenta esse desafio agora. "Para completar esse ciclo é necessário, no mínimo, um ano e meio", afirma Bergamo. Enfim, chega-se à fase três, em que estão as marcas de esmalte Risqué e a de sabão em pó Assim. Nesse período, são feitos lançamentos de produtos, extensões de linhas e possíveis alterações na fórmula e na embalagem das mercadorias. "É praticamente um 'checklist' o que temos aqui dentro. Seguimos um sistema de análise e integração muito bem azeitado. Fazemos isso hoje sem a menor dificuldade", explica Bergamo.

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