Especial Rio 2016
Uma corrida de R$ 250 bilhões Na contagem regressiva para os Jogos do Rio 2016, os empresários já disputam as melhores oportunidades de negócio, de olho no ouro
Por Tom Cardoso, Hugo Cilo e Gustavo Gantois
Na prefeitura do Rio de Janeiro, um telefone não para de tocar. É o de Felipe Góes, designado pelo prefeito Eduardo Paes como “vendedor do Rio”. Será ele o principal responsável pela atração de investimentos privados daqui até 2016, o ano dos Jogos Olímpicos na Cidade Maravilhosa. “Acabei de receber uma ligação de alto executivo da Mitsubishi oferecendo um projeto de veículo leve sobre trilhos”, disse Góes à DINHEIRO. De Paris, o diretor-geral do grupo Accor, Roland de Bonadona, também decidiu correr para o telefone assim que soube da vitória da capital fluminense.
Ligou para Firmin António, o presidente do conselho da rede hoteleira que já tem 145 hotéis e 25 mil quartos no Brasil. “Vamos acelerar nossos projetos de expansão”, disse Bonadona a Firmin. O plano, que está sendo desenvolvido pela companhia, evidentemente tratará o Rio como destino prioritário. Em São Paulo, quem também recebeu uma ligação surpreendente foi o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente do grupo Caoa Hyundai, que havia comprado na semana anterior um terreno em plena avenida das Américas, na Barra da Tijuca, por R$ 20 milhões. Do outro lado da linha, o corretor. “Será que o sr. não vende por R$ 25 milhões?” Andrade ficou curioso e, após algumas consultas, descobriu que o terreno, onde será instalada uma nova concessionária, poderá valer R$ 40 milhões depois da vitória do Rio.
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