Anuncie
Assine Três
 
  IstoÉ Dinheiro
 
E-commerce
Imprimir
 
Mercado Digital
A caçadora de Androids
Huawei vai usar celular do Google para sair do anonimato e reforçar sua imagem de empresa mais inovadora do mundo

ROBERTA NAMOUR

comente a matéria

fotomontagem
O Android da Huawei: o aparelho U 8220, que chega ao Brasil em novembro, possui tela de 3,5 polegadas e oferece acesso à rede 3G

Até alguns meses atrás, a chinesa Huawei era quase uma desconhecida no mercado brasileiro. Além de o nome ser difícil de pronunciar - fala-se rauei e não ruauei -, seu foco de atuação (é uma fornecedora de redes de acesso à internet) a mantinha longe dos holofotes.

Mas isso mudou quando ingressou no mercado de telefones celulares, setor dominado por companhias reconhecidas globalmente. A Huawei se tornou uma das primeiras empresas do mundo a fabricar o Android, aparelho que traz a plataforma operacional do Google.

No Brasil, o Android da Huawei deverá chegar às lojas no início de novembro, quase simultaneamente ao desembarque por aqui do aparelho da Samsung e da HTC , suas rivais nesse processo.

A grande virada da chinesa é resultado de uma busca obsessiva pela inovação. Em 2008, se tornou a primeira multinacional da China a liderar a lista global de registros de patentes, indicador que a qualifica como a empresa mais inovadora do mundo.

A Huawei foi fundada há 20 anos pelo ex-militar e atual CEO Ren Zhengfei para importar equipamentos de telecomunicações. Pouco tempo depois, decidiu fabricar seus próprios produtos. Hoje é um colosso de US$ 23 bilhões de faturamento.

O sucesso veio com a típica estratégia chinesa: produzir grandes volumes e ter preços inferiores aos da concorrência. Mas a Huawei trouxe também o diferencial da inovação. Seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento totalizaram no ano passado US$ 2,3 bilhões e a empresa se orgulha de possuir um contingente de 37 mil funcionários, o equivalente a 43% do quadro total, que estão ligados à área.

Com números como esses, conseguiu superar o desafio de oferecer equipamentos de alta qualidade a baixo custo. A receita fez com que se tornasse não apenas temida, mas ao mesmo tempo desejada por alguns gigantes de tecnologia. Recentemente, o CEO da Cisco, John Chambers, disse que adoraria fazer uma parceria com a Huawei. Não foi o único.

No final do ano, o Google convidou a chinesa a integrar o Open Handset Alliance, grupo de parceiros da plataforma Android. Não à toa, a gigante chinesa foi eleita pela revista americana Business Week, no final do ano passado, a terceira empresa mais influente do mundo, atrás apenas de Apple e Google.

"Viramos o jogo e hoje somos conhecidos pela inovação" Marcelo Motta , diretor de tecnologia e pro dutos

Apesar dos atributos, a Huawei teve dificuldade para emplacar no mercado brasileiro. Quando desembarcou no País, há dez anos, sua busca pelo corte de custos foi encarada como um sinônimo de baixa qualidade. "Ela era vista no mercado como uma fabricante de segunda linha", lembra Álvaro Leal, analista da IT Data.

Uma década depois, atingiu um faturamento da ordem de US$ 1 bilhão no País. "Viramos o jogo e hoje somos conhecidos pela inovação", afirma Marcelo Motta, diretor de tecnologia e produtos. Atualmente, a Huawei é líder em linhas de acesso à banda larga fixa, com 54% do mercado, e de rede móvel, com 45% de participação.

Além disso, domina o segmento de modens 3G, com 60% de presença em todas as operadoras do País. Mas a chinesa ainda não está satisfeita. "Queremos ser o fornecedor de telecom mais abrangente do mercado", afirma Luis Fonseca, diretor de terminais. A disputa pelo Android faz parte dessa estratégia. "Vemos o smartphone como um dos mais promissores equipamentos para o uso de banda larga", diz Fonseca. Assim como enfrentou resistência para conquistar seu espaço em infraestrutura de redes, tudo indica que a estreia em celulares não será fácil.

"A empresa vai precisar de muito mais do que preço baixo para vencer a acirrada concorrência pelo Android", alerta Leal. A Huawei pretende usar a recente exposição da marca para emplacar em outro segmento: o de serviços. "Não fazia sentido começar por aqui antes de nos tornamos conhecidos", afirma Marcelo Motta. A parceria com o Google se encarregou disso. "A associação com uma das marcas mais reconhecidas do mundo trouxe à Huawei um enorme ganho de visibilidade."

 

 


Edição Digital
Boletim
Gratuitamente,
receba as últimas
notícias e conteúdo
exclusivo do site.


E-commerce
Imprimir
   


Busca:
Sites Editora Três

Seções
Capa | Dinheiro Investidor | Dinheiro na Semana | E-commerce | Economia | Entrevista | Estilo | Finanças | Horóscopo | Negócios | Reportagens | Especial | Artigo
Serviços
Fale Conosco | ISTOÉ Dinheiro Digital | Expediente | Anuncie | Assine
Revistas TRÊS
IstoÉ | IstoÉ Dinheiro | IstoÉ Gente | Motorshow | Planeta | Dinheiro Rural | Go Outside | Menu

Gerenciamento de Conteúdo / CMS - ContentStuff.com