Acervos corporativos Algumas empresas possuem coleções de arte de dar inveja a muitos museus de grande porte. Saiba quais são elas e conheça suas obras
Carolina Guerra
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| Deutsche Bank: Número de obras: 53 mil Composição do acervo: trata-se de um dos maiores acervos corporativos do mundo. O banco alemão investe em desenhos de jovens talentos desde 1979. A coleção, composta em sua maioria por desenhos e fotografias, reúne artistas importantes como Andy Warhol e o alemão Gerhard Richter, autor do Quadro Abstrato (foto), conhecido por sua arte pop |
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| Mapfre: Número de obras: 3 mil Composição do acervo: a empresa possui uma coleção de desenhos da primeira metade do século 20, com gravuras de Matisse e Picasso. É também dona de uma coleção de fotografias históricas, que inclui nomes como o do fotógrafo americano Walker Evans, autor da imagem Rua Principal, Saratoga Springs, de 1931 (foto), mestre da fotografia documental |
Quem passa em frente ao Museu de Arte Contemporânea, no parque do Ibirapuera, em São Paulo, fica intrigado com a exposição em cartaz. No lugar de um grande nome como Picasso, Dalí ou Miró, a chamada é para uma mostra cujo destaque fica com uma empresa: a montadora francesa Renault, dona de um acervo com 300 peças entre telas, fotografias e esculturas, e que trouxe a sua coleção para ser vista pelos brasileiros. Apesar de, num primeiro momento, soar estranho, é cada vez mais comum ver obras de arte nas mãos de companhias privadas. São acervos corporativos dignos de dar inveja a muito museu por aí. Não é à toa que a Pinacoteca do Estado de São Paulo mantém em cartaz até novembro a exposição O cubismo e seus entornos nas coleções da Telefônica. O Museu de Arte de São Paulo (Masp), por sua vez, traz uma coleção de fotografias do americano Walker Evans. O dono: a Fundación Mapfre, instituição mantida pela seguradora que leva o mesmo nome. Some-se a elas, outras empresas multinacionais e brasileiras como Femsa, Itaú,BMF&Bovespa e Deutsche Bank, que possuem vastos acervos (ver quadros). Cabe, diante desse fenômeno, uma pergunta. Por que essas empresas têm tantas obras de arte?
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