Outback para a classe C Grupo Montana, de Chitãozinho & Xororó, abre steakhouses em São Paulo e no Rio para concorrer com rede americana
Tatiana Vaz

 |
Novo modelo de negócio: Junior Cabrino, um dos sócios do grupo, aposta no ambiente sofisticado e nos preços baixos para atrair consumidores
|
Vista de fora, a primeira steakhouse (local que oferece cortes especiais de carne) do Grupo Montana, localizada em um casarão centenário de Piracicaba, no interior paulista, parece um típico restaurante de comida caipira. Por dentro, o cenário é outro. A decoração moderna, com pufes coloridos espalhados pela casa, e uma área que mais parece um lounge dão ao lugar uma sofisticação muito diferente dos ambientes apertados e barulhentos das churrascarias tradicionais.
Chamado de "Montana Steakers", o endereço, que consumiu recursos de R$ 1,5 milhão, rapidamente se tornou um sucesso na cidade. O segredo? O estabelecimento é uma espécie de Outback para a classe C. No lugar de carnes apimentadas e de porções inspiradas na culinária australiana da rede Outback (que, curiosamente, tem origem nos Estados Unidos), no Montana Steakers os clientes encontram produtos temperados com sal e cebola.
Polenta, mandioca e picanha assada na chapa também fazem parte do menu. As bebidas são feitas por um bartender com passagem pelo Hard Rock Café de San Diego, nos Estados Unidos, mas as caipirinhas e batidas com cachaça não ficam de fora. O cardápio, portanto, é muito parecido com o de uma churrascaria convencional. O que faz a diferença é o preço.
No Montana Steakers, uma refeição custa a partir de R$ 15. No Outback ninguém come por menos de R$ 43. "Com esse modelo, conseguiremos atrair pessoas da classe C", afirma Junior Cabrino, um dos sócios do Grupo Montana Grill. A empresa, que possui quatro restaurantes e uma marca própria de carne vendida em grandes redes varejistas, fatura R$ 24 milhões por ano.
Além de Cabrino, e de seu irmão Luis Fernando Cabrino, o Montana é comandado pelos donos da churrascaria Novilho de Prata e pela dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó. Depois de passar por uma espécie de laboratório no interior paulista, o projeto das steakhouses será ampliado. Até o final do ano uma loja será aberta em São Paulo (o local ainda não foi definido) e outra, em 2010, no Rio de Janeiro. "Depois disso, abriremos quatro lojas por ano em cidades com mais de 400 mil habitantes", afirma Junior Cabrino
|