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Dinheiro em Ação
por Milton Gamez

PAPÉIS AVULSOS

CCR volta à bolsa

A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) engrossou a lista de empresas dispostas a buscar dinheiro na bolsa nos próximos meses. A captação é estimada em R$ 1 bilhão e os recursos deverão ser usados para prover liquidez à empresa para participar de novos leilões rodoviários. Especificamente, tem interesse nos trechos sul, norte e leste do Rodoanel, em São Paulo, que deverão ser disputados em novembro. A empresa, que inaugurou o Novo Mercado da Bovespa em 2002, controla trechos importantes como a NovaDutra, a ponte Rio-Niterói, o complexo Anhanguera-Bandeirantes e o trecho oeste do Rodoanel.

"O interesse da CCR pelo trecho sul do Rodoanel é natural"

Renato Vale,
presidente da CCR

O setor rodoviário deve ser beneficiado pelas boas perspectivas econômicas para 2010, envolvendo, principalmente, o aumento do fluxo de veículos pesados em direção aos portos. Outro ponto positivo na estratégia é o aumento esperado dos investimentos públicos e privados em infraestrutura, com foco na Copa de 2014. Recentemente, a empresa participou de leilões para concessões no Norte e Nordeste. No entanto, não obteve sucesso. Segundo Renato Vale, presidente da CCR, a companhia não entrará nesse mercado sem a participação do governo. Vale já reiterou em diversas ocasiões seu interesse prioritário no restante dos trechos do Rodoanel, sobretudo o trecho sul. Os investidores reagiram com frieza ao anúncio da nova emissão da CCR. As ações ON da companhia caíram 1,84% no dia do comunicado, na sexta-feira 18, e perderam mais terreno nas sessões seguintes. Em uma semana, a queda acumulada foi de 5,65%, até quinta-feira 24. No ano, a ação está em alta de 32,5%. A Planner Corretora recentemente revisou o preço-alvo da companhia, subindo-o de R$ 26,29 para R$ 35,38.


DESTAQUE NO PREGÃO
Claudio Gatti/ag. istoé

Empresa Sadia

Enquanto aguarda a decisão do Cade sobre as minúcias de sua atuação no País, a Brasil Foods (BRF) aproveita para dizer ao mercado que está muito bem. Na terça- feira 22, a companhia participou do Dia da Empresa, promovido pela BM&FBovespa, e anunciou boas novas. Luiz Fernando Furlan, copresidente do conselho de administração da BRF, mostrou- se animado e afirmou que a intenção da empresa é se consolidar mundialmente e, em um futuro próximo, fazer aquisições nos Estados Unidos. “Podemos conquistar este mercado por meio de acordos ou de aquisições. Não posso antecipar nada, mas é uma possibilidade", disse durante o evento. Na semana do anúncio de Furlan, o papel ON da empresa teve alta de 2,34%, até a quinta-feira 24.

PALAVRA DE ANALISTA

Com a concorrência se fortalecendo por meio de aquisições, os planos da BRF não surpreenderam os analistas. “Estamos atravessando um momento de consolidação do setor e é recorrente que empresas recémcriadas falem em aquisições”, diz Renato Prado, analista do Fator Corretora. No entanto, tais planos dificilmente serão concretizados no curto prazo. Segundo Prado, a BRF precisa vencer algumas etapas antes de adquirir outras empresas. “O Cade ainda tem que aprovar a fusão e as companhias precisam concluir a integração das duas marcas. Ir às compras agora não está nas previsões dos agentes do mercado”, afirma ele.

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