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Um começo com US$100 milhões Fundo de investimento desembarca no Brasil com a ambição (e dinheiro) para criar a maior empresa de serviços em TI da América Latina
(Roberta Namour)

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Novos sócios: Da esq. para a dir., Todd Furniss e Jeff Rich, da Plum Tree, e Marcelo França, da Performa Partners: parceria em busca de oportunidades
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Na segunda-feira 21, os americanos Jeff Rich e Todd Furniss desembarcaram em São Paulo com aproximadamente US$ 85 milhões no bolso e uma grande ambição. Sócios da empresa de investimentos Plum Tree, com sede em Dallas, nos Estados Unidos, eles pretendem criar até o final do ano que vem a maior empresa de BPO - terceirização de serviços corporativos - do Brasil.
"O País tem enorme potencial e esse setor tende a crescer com a mesma força do PIB nacional", afirma Furniss. Para colocar o plano em prática, a empresa fechou uma parceria com a brasileira Performa Partners, que vai entrar com um investimento inicial de quase US$ 15 milhões no projeto. Juntas, as companhias pretendem adquirir, num primeiro momento, pelo menos oito empresas de terceirização de serviços.
Isso é só o começo, de acordo com os sócios americanos. "Nós não temos um limite para investir no País", afirma Rich. "Tudo dependerá do número de oportunidades que encontrarmos."
A primeira aquisição está prevista para ser finalizada até o final do ano. Segundo os executivos, há 14 opções de investimentos sendo analisadas, inclusive em alguns países da América Latina, como Argentina, Chile e Venezuela. "Não existe nenhuma empresa de BPO de grande porte no mercado latino-americano", diz Marcelo França, sócio da Performa. "Nossa meta é alcançar a primeira posição."
O foco dos investimentos da sociedade entre a Plum Tree e a Performa são empresas especializadas em terceirização de TI e serviços de call center. Segundo França, serão priorizadas companhias com faturamento entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões O mercado de BPO é incipiente no Brasil e, por isso mesmo, deve proporcionar muitas oportunidades de negócio. Segundo analistas, as empresas nacionais não têm estrutura suficiente para atender à crescente demanda.
"Na maioria dos casos, serviços de BPO são atividades pontuais exercidas por empresas de consultoria em TI", afirma Paulo Almeida, sócio-diretor da empresa de TI KPO Consulting and Educational Services. De acordo com o Instituto Gartner, o segmento vai crescer no Brasil de 10% a 12% em 2009. Enquanto isso, pesquisas globais indicam uma queda de 4,3% nos orçamentos das empresas para contratação de outsourcing.
"O ingresso de fundos como esse traz uma nova expertise ao Brasil, o que acaba tornando o País mais competitivo no cenário internacional", afirma Vagner Jaime Rodrigues, sócio da Trevisan Outsourcing. A Plum Tree tem apenas um ano de existência, mas os dois americanos são considerados ícones do mercado de BPO. Rich foi CEO da ACS - empresa que está entre as 500 maiores da revista Fortune. Sob seu comando, a ACS viu sua receita crescer de US$ 300 milhões para US$ 5,3 bilhões num período recorde de pouco mais de cinco anos.
Ele liderou um intenso processo de mais de 70 aquisições, com investimentos superiores a US$ 3 bilhões. Furniss foi presidente do Everest Group, consultoria estratégica com foco nos segmentos de operações e global sourcing. Enquanto ele esteve à frente da empresa, a receita do Everest Group cresceu 400%, o número de funcionários quadruplicou e a atuação geográfica foi expandida de dois para seis países. Hoje, os dois executivos se dedicam a identificar oportunidades de investimentos em países emergentes.Tudo indica que o Brasil será a próxima jogada certeira da dupla.
R$ 25 milhões é o faturamento mínimo que a empresa de BPO deve ter para se encaixar no perfil exigido pelo time de investidores estrangeiros
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