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Trevisan não faz mais contas
Antoninho Marmo Trevisan deixa a parceria com a BDO para se dedicar à expansão da sua escola de negócios

Márcio Kroehn

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Karime Xavier/AG. ISTOÉ
Karime Xavier/AG. ISTOé

A temporada de balanços do terceiro trimestre das empresas ainda não começou, mas Antoninho Marmo Trevisan prepara um especial. A partir de 1º de outubro, a BDO Trevisan vai perder uma parte do seu nome composto. A estratégia mundial da auditora, com sede em Bruxelas, na Bélgica, é tornar-se uma marca única nos 110 países nos quais possui escritórios. Essa foi a maneira encontrada para competir em igualdade de condições com as quatro grandes, KPMG, PriceWaterhouseCoopers, Ernest&Young e Deloitte.

Para isso, todas as parceiras locais desaparecerão e, no Brasil, a BDO ficará sem Trevisan. Mas nada que o assuste. As decisões parecem ter sido casadas. A dele foi tomada há dois anos, enquanto a da BDO foi comunicada em outubro do ano passado. "O meu desejo era sair do dia a dia quando fizesse 60 anos", revelou à DINHEIRO . Em 30 de março deste ano, data do seu aniversário, ele entregou o comando da companhia para Eduardo Pocetti. "O que eu sou hoje?", questiona Trevisan.

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