Terex nas alturas Entenda por que uma pequena mudança na legislação dobrou o faturamento no Brasil de uma das maiores fabricantes de plataformas de elevação do mundo
José Sergio Osse

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Farias e suas máquinas elevadas : diretor tenta formar rede de locadoras no País, com a promessa de retorno sobre capital de até 7% ao mês
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6,5 mil equipamentos de elevação estão em uso no Brasil atualmente, metade dos quais foi importada pela Terex
Em 2007, uma lei federal proibiu o uso de equipamentos improvisados para elevar trabalhadores que realizam tarefas acima do nível do chão. Na prática, significou que só seria permitido o uso de máquinas construídas para esse fim. Para uma empresa em especial, a nova legislação foi uma dádiva.
Trata-se da americana Terex, que em apenas um ano dobrou o número de produtos vendidos. "Em 2007, o mercado brasileiro comprou 1.540 máquinas de elevação", diz Gustavo Farias, diretor de plataformas da Terex Brasil. "Em 2008, já com a lei alterada, foram comercializados 2.950 mecanismos desse tipo." Atualmente, existem 6,5 mil equipamentos em funcionamento no Brasil.
Desse total, 50% são vendidos pela Terex, que os importa dos Estados Unidos. Um dos principais produtos da companhia é um guindaste (chamado de lança) articulado, com capacidade de atingir até 15 metros de altura. "Ele atende perto de 80% das necessidades dos operadores, já que eles geralmente precisam de equipamentos confiáveis para realizar trabalhos entre 10 e 15 metros acima do chão", diz o executivo.
Nos últimos anos, a utilização de mecanismos modernos de elevação ganhou importância graças à praticidade e à economia que proporcionam, especialmente de tempo. "Montar e desmontar um andaime demora muito e pode fazer com que a atividade normal de uma fábrica seja interrompida, afirma Farias. " A questão da segurança também teve influência no desenvolvimento do setor, já que andaimes e guindastes precários elevavam os índices de acidentes.
O preço relativamente alto desses equipamentos faz das locadoras especializadas as maiores compradoras. Elas, então, alugam as máquinas para empresas de construção. Segundo Farias, a locação das plataformas tem ótima margem de retorno financeiro, entre 4% e 7% ao mês. "Como se trata de uma atividade relativamente nova, ainda estamos formando uma rede de locadores que possam se tornar nossos clientes."
Com o aumento expressivo do consumo desses elevadores no Brasil, a Terex faz prognósticos otimistas. "Precisamos de escala para justificar uma fábrica no País", afirma Farias. Na sua avaliação, o crescimento do setor no ritmo atual acabará estimulando a abertura de uma unidade brasileira. "Isso certamente vai acontecer, embora não seja algo para o ano que vem", afirma o executivo
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