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Todos querem a SulAmérica
O que faz da centenária seguradora a noiva cobiçada do setor e peça-chave na competição acirrada dos grandes bancos de varejo no Brasil

Milton Gamez

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Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem
O empresário Patrick Larragoiti Lucas, presidente da companhia, poderia pegar o paletó e se aposentar milionário. Mas por que ele faria isso?

Aos 50 anos, Patrick Antonio Claude de Larragoiti Lucas, presidente da seguradora SulAmérica, está ficando cada vez mais rico. Este ano, as ações da sua companhia subiram estratosféricos 161% até 15 de setembro, cifra quatro vezes maior que a da concorrente Porto Seguro e quase três vezes acima do Ibovespa. O valor de mercado da SulAmérica engordou R$ 2,2 bilhões desde dezembro passado e alcançou R$ 3,6 bilhões na quarta-feira, dia em que a crise financeira mundial completou um ano. Se quisesse, Patrick Larragoiti poderia botar uma boa parte dessa nova fortuna no bolso. Mais de 60% da empresa pertence à sua família, aos sócios holandeses (o ING Bank tem 21% do capital) e aos administradores e acionistas vinculados. A competição no setor está mais acirrada do que nunca e não faltam compradores para o seu quinhão, a começar pelos maiores bancos do País. Bastaria ao empresário vender a participação, pegar o paletó e ir embora para curtir a vida de milionário aposentado em algum paraíso tropical. A grande questão, no entanto, é: por que ele faria isso?

Não há resposta óbvia, nem fácil, a esse dilema. Seu colega Jayme Brasil Garfinkel, da Porto Seguro, também poderia ter escolhido esse caminho, mas recentemente preferiu continuar no batente. Depois de negociar com o Bradesco, ele surpreendeu e fez negócio com o Itaú Unibanco. Continua no comando da Porto Seguro, agora com as carteiras de automóveis e residências e a rede de agências do Itaú Unibanco ao seu dispor. A movimentação brusca do maior banco privado nacional fez da SulAmérica a grande noiva cobiçada do mercado segurador. Se não for a mais cobiçada, é de longe a mais bonita, afirmam executivos da área. Quarta maior do mercado, com 14% de participação e prêmios de R$ 4 bilhões no primeiro semestre, a SulAmérica é muito forte em seguro- saúde e pode fazer a diferença na ferrenha disputa dos grandes bancos de varejo pela liderança do setor.

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