Staub vê uma saída O grupo Jabil negocia acordo com a Gradiente e prepara emissão de US$ 200 milhões. Parte do dinheiro pode vir para a empresa brasileira
Adriana Mattos
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Contra o relógio Eugênio Staub, fundador da Gradiente, quer voltar com a marca em 2010 |
Neste mês, a Gradiente completa dois anos da mais profunda crise de sua história. Decisões estratégicas erradas, tomadas num ambiente conturbado para o setor eletrônico, a colocaram numa situação delicadíssima. Fábricas continuam paradas, há funcionários que ainda reclamam salários atrasados e alguns credores pedem a sua falência vez ou outra. O que chama a atenção é que, poucas semanas antes deste fatídico "aniversário", a empresa tenha recuperado parte de seu valor de mercado. O montante atingiu R$ 43,2 milhões, o maior desde junho de 2008. Não durou muito, o número caiu para R$ 36 milhões em setembro.
Essa montanha russa foi alimentada pela perspectiva de que Eugênio Staub, fundador do grupo, vê novas possibilidades de retomar a operação da companhia. Há um fato novo que alimentou as esperanças de Staub: as negociações com a Jabil Circuit, fabricante americana do setor com US$ 13 bilhões em vendas, antecipadas por DINHEIRO em março, ganharam um novo alento. A empresa acaba de informar à SEC (a CVM americana) a intenção de emitir papéis no valor de US$ 200 milhões para investimentos, inclusive em países emergentes. A Gradiente receberia investimentos de até R$ 50 milhões dos americanos.
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