Jovens radicais As histórias e os desafios de empreendedores e executivos que nem chegaram aos 30 anos
José Sergio Osse
Os números não deixam dúvida: Os empresários brasileiros estão ficando mais jovens. Não se trata, é claro, de uma doença bizarra, como a do personagem de Brad Pitt no filme O Curioso Caso de Benjamin Button, que nascia velho e rejuvenescia ao longo da vida. O fato é que, a cada ano, mais e mais jovens se tornam empresários no País. Em 2008, dos 14,6 milhões de empreendedores brasileiros, 29,1% tinham entre 18 e 24 anos, segundo o consórcio internacional Monitor Global de Empreendedorismo (GEM). Muitos desses jovens, é claro, estão fadados a engordar as estatísticas de mortalidade de empresas. Alguns, porém, têm como destino o sucesso. “Normalmente são pessoas que têm sólida base familiar e boa formação escolar”, diz Fábio Saad, gerente da consultoria de carreiras Robert Half.
Segundo ele, os jovens de hoje se beneficiam de uma tendência mundial, que começa a surgir no Brasil. “Agora, o ideal é avaliar o profissional por seu potencial, não por sua idade ou experiência”, revela. Apesar da tendência, os jovens ainda sofrem com a resistência de colegas mais velhos. A forma como lidarão com essas barreiras determinará o grau de seu sucesso.
A juventude também não os exime dos problemas que atingem pessoas mais velhas em cargos de liderança. A vantagem dos mais novos, diz saad, é que foram criados num mundo mais impessoal e distante. “Situações que trariam solidão a uma pessoa de 40 ou 50 anos são menos difíceis para eles”, diz. Afinal, foram acostumados desde pequenos com a ausência dos pais. Além disso, afastam a solidão com a ajuda da internet.
DINHEIRO coletou exemplos desses jovens executivos e empreendedores cujas histórias foram analisadas pela consultora de carreiras Vicky Bloch. Confira a seguir suas histórias e a opinião da consultora.
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