Remédios sob medida Para crescer no Brasil, a farmacêutica Eli Lilly descarta grandes aquisições e aposta na criação de medicamentos destinados a nichos
Tatiana Vaz
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| Novo comando: recém-nomeado presidente da Eli Lilly no Brasil, José Antonio Alas espera aumentar em 13% a receita da subsidiária neste ano |
Nenhum outro setor passou nos últimos meses por um movimento tão intenso de fusões quanto o farmacêutico. Desde janeiro, três grandes negócios foram finalizados. As aquisições da Wyeth pela Pfizer, da Genentech pela Roche e da Schering-Plough pela Merck totalizaram, juntas, a fabulosa cifra de US$ 156 bilhões. O processo de consolidação do segmento deve gerar novos contratos bilionários nos próximos meses, mas é certo que uma grande protagonista dificilmente vai surfar nessa onda. Trata-se da americana Eli Lilly & Company, uma das líderes mundiais na produção de medicamentos. Ao contrário dos concorrentes, que adotaram uma estratégia agressiva de crescimento, a Eli Lilly não está preocupada em se associar a outros gigantes.
Pelo menos é isso o que garante José Antonio Alas, recém-nomeado presidente da Eli Lilly no Brasil. "Nossa maior aquisição aconteceu no final do ano passado, quando pagamos US$ 6,5 bilhões pela ImClone Systems para ampliar as pesquisas de tratamentos contra o câncer", disse Alas à DINHEIRO, em sua primeira entrevista após assumir o comando da subsidiária brasileira, há dois meses. "Comparado com o mercado, foi um negócio pequeno. No entanto, a longo prazo sabemos que a ImClone trará mais valor do que a aquisição de uma grande rival."
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