Um brinde ao Brasil Grife de espumante mais exclusiva do mundo, a francesa Perrier Jöuet cria nova estratégia de negócios para acompanhar o crescimento do mercado brasileiro
Carolina Guerra

Em 1825, três anos após a morte de Napoleão Bonaparte, os viticultores da casa francesa Perrier Jöuet produziram uma seleção de uvas pinot noir, chardonnay e pinot meunier que deu origem a um champanhe único no mundo. Durante 184 anos, essa garrafa esteve guardada, o que lhe garantiu um lugar no Guinness como champanhe mais antigo da história. Em março de 2009, a maison decidiu abrir a relíquia diante de um grupo seleto de especialistas. Eles se deliciaram. Passados dois séculos, algumas das bolhas ainda se encontravam no líquido e foi possível apreciar suaves sabores de caramelo e trufas. A aprovação final veio do sueco Richard Jujlin, considerado o maior crítico da Europa. "O estilo inconfudível da casa se manteve nesses anos todos", afirmou Jujlin. Após a degustação, todos os participantes concordaram num ponto: a Perrier Jöuet merecia o título de grife mais exclusiva de champanhe do mundo.
Por isso mesmo, chama a atenção o novo foco de negócios da marca. Em vez de apostar nos mercados de espumantes mais tradicionais, como França e Estados Unidos, a empresa vai direcionar seus investimentos para o Brasil. "Estamos crescendo principalmente em três países: no Brasil, na Austrália e no Japão", disse à DINHEIRO Fabien Gay, diretor da Perrier Jöuet para as Américas e Europa Ocidental. Ele admite: "Isso é uma grande surpresa." É fácil de entender a lógica da Perrier Jöuet. Em 2008, as vendas de champanhe caíram pela primeira vez em dez anos.
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