| Dinheiro do Investidor |
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Dinheiro em ação Por Milton Gamez
PAPÉIS AVULSOS |
O posfácio do pré-sal
"Teremos que ter garantia de viabilidade econômica de todas as áreas do pré-sal"

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José Sérgio Gabrielli,
presidente da Petrobras |
O antigo mantra Compre no boato, venda no fato ajuda a explicar parte da queda das ações da Petrobras no dia do anúncio do modelo de exploração da camada de petróleo do pré-sal. Na segunda 31, depois de subir mais de 45% no ano, a bluechip recuou 4,5% (ON) e 3,6% (PN). Nos três dias seguintes, as ordinárias subiram 0,64% e as preferenciais, 2,58%, recuperando parte dos ganhos acumulados por conta dos rumores - confirmados - de que a empresa seria a única operadora do présal. Nessa condição, a Petrobras terá acesso a informações estratégicas, controle sobre produção e custos e desenvolvimento de tecnologia, lembram Rodrigo Fernandes e Hering Shen, analistas da Fator Corretora. Outra boa notícia foi a manutenção das regras nas áreas já licitadas, acrescenta Luiz Otávio Broad, da Ágora. Noves fora, os papéis poderiam se valorizar ainda mais, não fosse a preocupação dos investidores vendedores quanto à capitalização da companhia presidida por José Sérgio Gabrielli (mais detalhes na pág. 50). Como o aumento de capital será atrelado a cinco bilhões de barris cujos preços ainda serão calculados, não se sabe ainda quanto será levantado, nem quando. Nos cálculos da Fator, o valor presente do fluxo de caixa da reserva em questão equivale a cerca de US$ 3 o barril, tomando-se o preço de longo prazo de US$ 75. Com isso, o governo entraria com US$ 15 bilhões, numa operação total de US$ 47 bilhões. Há risco de diluição dos minoritários, dado o tamanho da operação. Mesmo assim, a Fator recomenda a manutenção das PN, com preço-alvo de R$ 40,50 para junho de 2010. A Ágora indica a compra, com preço- alvo de R$ 39,00. |
| DESTAQUE NO PREGÃO |
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Gigante endividado
Nasceu bastante endividada a maior fabricante de celulose do mundo, a Fibria. União da Votorantim Celulose e Papel (VCP) e da Aracruz Celulose, será dirigida pelo atual comandante da segunda, Carlos Augusto Lira Aguiar. Seu principal objetivo será desalavancar as operações e reduzir o endividamento da empresa, por volta de R$ 13 bilhões. Boa parte dessa conta foi criada pela Aracruz em 2008 com as operações de derivativos cambiais, que a enfraqueceram e resultaram em sua incorporação pela VCP. O grupo Votorantim, com 29%% do capital total, indicou quatro dos sete conselheiros da Fibria e o BNDESpar (35%), dois. José Luciano Penido, da VCP, presidirá o conselho. A empresa pretende ingressar no Novo Mercado da Bovespa até o final de 2009. |
PALAVRA DE ANALISTA
A boa notícia da criação da Fribia, que terá 37% do mercado brasileiro de celulose, vai chegar com atraso na bolsa. O endividamento de R$ 13 bilhões vai consumir o caixa da empresa. A relação da dívida é de 7,2 vezes o ebtida. "É uma das maiores entre as empresas brasileiras. Não acontecerão grandes investimentos no curto prazo", diz Denise Messer, da Brascan Corretora. Uma possível solução caso a geração de caixa fique abaixo do esperado seria a venda da operação de papel, mas os executivos do Fibria negam essa possibilidade. Resta aumentar a receita. "O aumento de preço no mercado internacional foi bem recebido. As perspectivas para o setor são boas", afirma Denise. |
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MMX
Eike Batista no Ibovespa
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) negou, na quarta-feira 26, recurso apresentado pela Redecard contra medida preventiva adotada pela Secretaria de Direito Econômico em julho. A empresa, acusada de abuso de poder contra os facilitadores de pagamento via internet, continua proibida de exigir desses intermediários a lista de clientes e seu credenciamento, de impor que as transações sejam liquidadas e processadas pelo sistema próprio da Redecard, e de descredenciar ou desconectar facilitadores que decidam não aderir ao novo modelo contratual. A decisão não impede que as partes continuem negociando as bases dos novos contratos. As ações ordinárias da empresa caíram 1,69% no dia da decisão, para R$ 26,25 (leia mais sobre o setor na página 96) |

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QUEM VEM LÁ |
| A vez da
Cetip
A pista de lançamento de ações da BM&FBovespa recebeu na semana passada duas novas candidatas a decolagem: a Gol Linhas Aéreas e a Multiplan. A empresa de Constantino Júnior quer levantar recursos no Brasil e nos Estados Unidos e comenta-se no mercado que poderá captar até R$ 1 bilhão. No caso da Multiplan, a intenção é atrair R$ 650 milhões (leia Destaque no Pregão). O interessante na pretensão da Gol, que ainda precisa registrar a operação na CVM, é que a oferta de ações ordinárias e preferenciais será primária, ou seja, colocará dinheiro novo no caixa da empresa, que poderá reduzir seu endividamento. Nos Estados Unidos, a aérea pediu registro para fazer distribuição primária e secundária de ações preferenciais, por meio de recibos (ADS). |
FIQUE DE OLHO: A Comissão de Valores Mobiliários já fala em permitir, no futuro, negociações de ações de companhias abertas em outros mercados que não a bolsa de valores. Mas não há prazo para isso. |
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