O jogo dos bilionários no Brasil A cidade de São Paulo sediará o campeonato mundial de bridge, o jogo de cartas preferido de Bill Gates e Warren Buffett
Priscilla Portugal
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| Campeonato mundial: no ano passado, o torneio aconteceu em Pequim e reuniu jogadores do mundo inteiro |
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| Bill Gates: ele aprendeu a jogar ainda pequeno e hoje participa de torneios |
O que Bill Gates, Warren Buffett, Omar Sharif e os integrantes da banda inglesa Radiohead têm em comum? Além de possuírem fama e dinheiro, um outro ponto muito mais irreverente os une: todos praticam bridge, jogo de cartas nascido na Inglaterra há quase 500 anos que exige uma boa dose de cálculos matemáticos, intuição e criatividade. “No bridge, é preciso ser rápido no raciocínio”, explica Gabriel Chagas, 64 anos, executivo da consultoria de investimentos Eurovest, especializada na estruturação de emissões de títulos corporativos latino-americanos. Chagas conheceu o jogo na adolescência, em 1962, quando foi cursar o ensino médio nos Estados Unidos e aprendeu as regras do bridge com a família que o acolheu. Quando voltou ao Brasil, descobriu que alguns de seus amigos também gostavam da prática e, desde então, não parou mais. Ele já participou de 11 olimpíadas de bridge e, em 2008, ficou em nono lugar no campeonato realizado em Pequim. “Atualmente, eu jogo de uma a duas vezes por semana, cerca de três horas por noite, normalmente no clube de bridge de São Paulo”, diz. Chagas, aliás, terá mais um motivo para treinar. É que de 29 de agosto a 12 de setembro o Hotel Transamérica, em São Paulo, será palco da 39a edição do World Team Championship (WTC), campeonato mundial de bridge que ocorre a cada dois anos, no qual 520 jogadores de 32 países disputarão a taça. “Há um ano, estamos preparando a estrutura do WTC”, explica Ernesto d’Orsi, presidente de honra da Federação Brasileira de Bridge e organizador do evento.
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