A empresa vai bem, mas o time... Celso Barros, presidente da Unimed-RJ, usou seu clube do coração, o Fluminense, como arma para avançar no ranking do setor de medicina privada. Mas o tricolor luta para não ser rebaixado
Rosenildo Gomes Ferreira
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| Momento De Decepção: jogadores do Fluminense após a derrota na Libertadores da América |
Na noite de 2 de julho de 2008, o pediatra Celso Barros, presidente da Unimed-RJ, saiu de casa vestindo a camisa de listras verde, vermelha e branca do Fluminense. Seguiu para o estádio do Maracanã com a expectativa de assistir a seu time do coração atingir o maior feito de sua história: levantar a taça de Campeão do Torneio Libertadores da América. A derrota para a inexpressiva equipe da LDU funcionou como um balde de água fria. "Fiquei triste como os demais torcedores, mas nada digno de um tango argentino. Afinal, perdemos nos pênaltis", minimiza o executivo-torcedor Barros, mentor da parceria com o tricolor das Laranjeiras. O azar no jogo, felizmente para ele, vem sendo compensado no campo empresarial. Ao longo da sua gestão, a cooperativa atingiu marcas impressionantes. Saiu da posição de "reserva" para a liderança do setor no Rio de Janeiro.
Também assumiu a "ponta da tabela" no Sistema Unimed Brasil e deve fechar este ano com receitas de R$ 2 bilhões - um salto de 617% em relação a 1998, ano em que Barros tomou posse. A companhia ainda melhorou seu equilíbrio financeiro, saindo de um prejuízo de R$ 2,1 milhões para um lucro de R$ 26,1 milhões no período. Segundo o dirigente, "a tabelinha" com o Fluminense teve uma influência positiva neste resultado. "De cada real investido no patrocínio ao Fluminense, em 2008, tivemos um retorno de R$ 50 em mídia espontânea", conta.
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