A onda dos bancos pequenos Eles superaram a crise e voltaram por cima na bolsa. Quem acreditou, ganhou
Ana Clara Costa
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| NA CRISTA DA RECUPERAÇÃO: em sentido horário, os presidentes Fernando Lemos (Banrisul), José Bezerra de Menezes (BicBanco), Luiz Sebastião Sandoval (Panamericano) e Manoel Felix Cintra (Indusval) |
Eles são os anti-heróis da crise. Foram vítimas da desconfiança do mercado, tiveram suas ações derrubadas em 2008 e sofreram com o arrocho do crédito. Mas deram a volta por cima. BicBanco, Pine, Paraná Banco, Panamericano, Indusval e Banrisul, entre outros, estão no time das maiores altas do setor bancário na bolsa em 2009. O primeiro acumula rentabilidade superior a 250% no ano (leia quadro) e o preço de sua ação está próximo do patamar alcançado em outubro de 2007, período de seu IPO. Pura especulação? Segundo Catarina Pedrosa, chefe de análise do Banif, a situação está longe disso. "O mercado achou que esses bancos não sobreviveriam à crise por falta de liquidez. E eles se mostraram bem mais fortes que o esperado", avalia. Diante de altas tão expressivas, ainda dará tempo de surfar essa onda?
Os analistas têm se debruçado nos números para responder a essa pergunta. No caso do BicBanco, o balanço está menos exuberante, mas não deixa de ser positivo. O lucro caiu de R$ 196 milhões em junho de 2008 para R$ 156 milhões no mesmo período deste ano. Resquícios do desaquecimento econômico que deixaram seu presidente, José Bezerra de Menezes, apreensivo. No entanto, o desempenho de suas ações é animador. "O Bicbanco é conservador, tem baixa exposição ao risco e boa avaliação pelas agências de crédito", afirma Paulo Esteves, analista da Gradual Investimentos. No caso do Pine, cuja ação PN acumula 241,5% de alta, os ativos totais cresceram em relação a 2008, passando de R$ 5,9 bilhões em junho do ano passado para R$ 6,2 bilhões no último balanço.
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