Baladas sem fronteiras Casas noturnas criam franquias para agitar - e ganhar dinheiro - em outras cidades
Natália Leão
Atente para esses números: de cada 150 bares, casas noturnas e restaurantes abertos em São Paulo, 100 deles não chegam a completar o primeiro ano de vida. Dos que restam, uma parte luta para sobreviver e a outra parcela, uma minoria que dá para contar nos dedos, brilha. Duas casas noturnas da capital paulista se encontram nesse seleto grupo das que se mantêm no topo.
O Cafe de la Musique, um dinning club, nome pomposo para um restaurante mesclado com boate, localizado no bairro do Itaim Bibi; e a Pacha, criada em Barcelona há 42 anos, com 20 filiais mundo afora e uma delas no bairro paulistano da Vila Leopoldina, têm uma fórmula imbatível. Para permanecer entre as mais frequentadas num universo de 13 mil restaurantes, de 15 mil bares e de duas mil casas noturnas, apenas em São Paulo, elas apostam no bom relacionamento de seus donos e na renovação constante. "Mudamos o layout da casa de seis em seis meses e estilistas renomados como Ricardo Almeida, Amir Slama e Valdemar Iodice assinam a decoração", explica Cadu Paes, sócio do Cafe de la Musique. Essa receita começa a ser exportada para outros Estados. A Pacha ganhou uma unidade na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis e outra na Rua das Pedras, em Búzios. Já o Cafe de la Musique apostou em novas casas em Curitiba e também em Jurerê Internacional. Mas o crescimento não parou. Os clubes têm planos de abrir mais três casas ao longo dos próximos três anos
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