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Análise
A crise ficou para trás
O anuário AS MELHORES DA DINHEIRO revela que as empresas brasileiras passaram sem sustos pela turbulência

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Se você duvida da força da economia brasileira, observe com atenção os números a seguir. Em 2008, as 500 maiores empresas brasileiras expandiram seu faturamento em 30,12%. Nesse grupo seleto, 408 companhias apresentam receitas anuais superiores a R$ 1 bilhão (em 2007, eram 337). O País já conta com 80 corporações que vendem por ano mais de R$ 5 bilhões (68 faziam parte dessa turma em 2007) e 46 gigantes que faturam acima de R$ 10 bilhões (ante 34 em 2007). Os dados foram extraídos do anuário AS MELHORES DA DINHEIRO e comprovam que o ambiente de negócios do País vive um momento singular. "A despeito da crise mundial, as grandes empresas e instituições financeiras brasileiras continuam fortes e vigorosas", diz Antoninho Marmo Trevisan, sócio da consultoria Trevisan, parceira da DINHEIRO na realização do anuário.

Em 2008, o PIB nacional cresceu 5,1% e chegou a R$ 2,9 trilhões (o faturamento das 500 maiores, de R$ 2,2 trilhões, representa 75% do total). Também em 2008, o Brasil fechou suas contas com reservas internacionais de US$ 207 bilhões - valor mais alto de todos os tempos. O novo capitalismo brasileiro emergiu graças principalmente ao desempenho das empresas brasileiras nos últimos anos. Em uma década, as ações das companhias nacionais valorizaram em média 15% ao ano. No mesmo período, as ações das corporações americanas encolheram a cada ano 1,4%. "Somos parte de um novo clube e poderemos aproveitar a festa do crescimento que cedo ou tarde voltará", afirma Fernando Exel, presidente da Economática, consultoria financeira responsável pelos dados das companhias de capital aberto.

Um aspecto chama a atenção: os indicadores positivos vieram em um ano de sustos. A freada brusca de outubro de 2008, provocada pela crise financeira global, trouxe uma avalanche de prognósticos apocalípticos, que mais tarde se revelaram infundados. Alguns pessimistas chegaram a afirmar que seria longo e tenebroso o período de recuperação. Não foi. Hoje é consenso que a crise já ficou para trás e que a economia brasileira, sem qualquer pressão inflacionária, já voltou a rodar num ritmo de 4% - e com viés de alta.

O faturamento das 500 maiores empresas do Brasil cresceu 30% em 2008 e já existem 46 gigantes nacionais que possuem receitas superiores a R$ 10 bilhões

É esse Brasil pujante que está presente na sexta edição de AS MELHORES DA DINHEIRO. A publicação, porém, não premia apenas as empresas que se destacaram no quesito financeiro. Divididas em 25 setores econômicos, as companhias foram classificadas a partir de cinco critérios de gestão: sustentabilidade financeira, responsabilidade social e ambiental, inovação e qualidade, governança corporativa e recursos humanos. A aferição de desempenho em cada um dos critérios considerou dados fornecidos pelas próprias companhias, o que faz do anuário o mais confiável e completo do País.

 

 


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