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Poder
por Denize Bacoccina

Alívio
Racha baiano

O governador Jaques Wagner pode colocar um empresário numa das duas pastas - Indústria e Comércio e Infraestrutura - que eram ocupadas pelo PMDB na Bahia, com orçamento total de R$ 1 bilhão.

Com o rompimento da aliança com o ministro Geddel Vieira Lima, cerca de 500 pessoas indicadas pelo partido foram orientadas a deixar o governo, mas muitos vão deixar o partido e ficar no governo. Wagner se diz aliviado: com o racha, não precisa dividir os cargos nem defender o senador José Sarney no Estado.

 

VCP
Sem fábrica no RS

O inferno astral da governadora gaúcha, Yeda Crusius, parece não ter fim. Há duas semanas, ela recebeu a notícia de que a VCP, empresa do Grupo Votorantim que cuida de papel e celulose, adiou para o ano que vem a decisão sobre a construção de uma nova fábrica no Estado.

Câmbio
Indústria reclama

O governo não dá sinais de que pretende mexer no câmbio, mas a indústria já começa a reclamar. Empresários estudam pedir ao governo adoção de medidas para melhorar a competitividade. Os setores que mais se queixam são o de calçados e as montadoras, que competem com as filiais do mundo todo

Cemig
Pública, privada

Os passos largos da Cemig estão assustando o mercado. Com o caixa transbordando, ela vem agindo como empresa privada. O próximo negócio deve ser a união com a Andrade Gutierrez para a aquisição da Geração Paranapanema, de São Paulo, que é controlada pela americana Duke Energy.

Etanol
Só olhando

Foi com um atraso de um mês que o Ministério da Agricultura soube que executivos ligados a Larry Page e Sergey Brin, donos do Google, estiveram no Brasil. Vieram ao interior paulista atrás de usinas de cana. Partiram sem se convencer - e sem ouvir os argumentos do governo.

Foto Diogo Xavier

Cena do Planalto
Fim da trégua

A semana começou com um acampamento de três mil integrantes do MST em frente ao estádio Mané Garrincha. Mas na terça-feira 11, um grupo invadiu e ocupou o saguão do Ministério da Fazenda, dificultando até a entrada do ministro Guido Mantega. Enquanto os sem-terra reivindicavam mais recursos para a reforma agrária, o presidente Lula dizia em sua coluna aos jornais populares que mais da metade dos assentamentos feitos até hoje ocorreram no seu governo.


Notas

O rebuliço provocado pela possível candidatura da senadora Marina Silva (PT-AC) à Presidência animou os ambientalistas do Congresso. Só que por outro motivo. Eles acreditam que, finalmente, o tema meio ambiente vai entrar na roda dos debates entre os presidenciáveis. "Vai obrigar os outros candidatos a revisarem seus planos", acredita o presidente do Grupo de Trabalho sobre o Clima na Câmara, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Já está dando na vista o jeito "mineiro forçado" do ministro da Educação, Fernando Haddad. Longe dos holofotes, das disputas políticas e das radiações que o ano eleitoral começa a emitir, Haddad só confirma a suspeita de aliados e da oposição de que está sendo preparado por Lula para entrar em campo, caso Dilma seja obrigada a abandoná-lo.

com Gustavo Gantois e Luciana de Oliveira

 

 


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