A volta dos que não foram Ex-parceira do Real, a seguradora Tokio Marine continua ativa no País e cresce depois da venda do banco ao Santander
Márcio Kroehn

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| "Não fomos vendidos para o Santander" Harashima, presidente da Tokio Marine |
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As marcas da passagem do Banco Real pela Tokio Marine ainda são visíveis. As cores verde e amarela, símbolo da instituição financeira adquirida pelo espanhol Santander, são predominantes no edifício que abriga a seguradora japonesa, no bairro do Paraíso, em São Paulo. Tudo que está ali remete ao Real. O selo nos computadores no balcão de acesso, o aviso de discriminação na porta do elevador e a decoração no andar da presidência. Todos esses sinais levam a um questionamento: a Tokio Marine não tinha sido negociada com o Santander? Em parte. Por isso é fácil entender de onde vem tamanha influência. Durante quatro anos, as duas instituições financeiras dividiram o comando da Real Tokio Marine Vida e Previdência. Nesse período, a cultura Real foi absorvida pelos executivos japoneses. Mas os espanhóis compraram o Real e, em março deste ano, o banco comandado por Fabio Barbosa exerceu sua preferência e pagou R$ 678 milhões para ficar com toda a carteira previdenciária. O Santander levou o negócio e deixou uma marca difícil de ser apagada. Parecia que a Tokio Marine estava de malas prontas para voltar ao Japão. Mas não estava nem está. "Não fomos vendidos para o Santander. Eles exerceram a opção de compra com a troca de controle", afirma o presidente Akira Harashima.
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