As marcas de Federer O tenista suíço entra para a história do esporte ao vencer 15 torneios de Grand Slam e consagra-se como um ímã de patrocinadores
Carlos Sambrana

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| Cena emblemática: Federer beija o troféu de Wimbledon no dia 5 de julho |
O tenista suíço Roger Federer, 27 anos, já tinha um currículo invejável quando pisou no gramado de Wimblebon, um dos grandes templos do tênis, no domingo 5 de julho, para enfrentar o norte-americano Andy Roddick. Cinco sets e 4h16 depois, ele saiu de lá como o maior da história – pelo menos em número de torneios de Grand Slam, nome dado aos quatro campeonatos mais importantes do tênis, que reúne o americano US Open, o Australian Open, o francês Roland Garros e o britânico Wimbledon. Federer ganhou todos, sem exceção, e, se não bastasse isso, venceu 15 vezes, quebrando a marca do americano Pete Sampras, que detinha 14 vitórias. É difícil, evidentemente, dizer que ele é o maior de todos os tempos, pois sempre há comparações com tenistas de outras épocas como o sueco Bjorn Borg.
US$ 48 milhões é quanto o tenista arrecadou em prêmios desde que se tornou jogador profissional
Pode-se, contudo, cravar que seu lugar no Olimpo do esporte está garantido. Federer é completo, um gênio. Ele domina todas as técnicas com eficiência e joga bem tanto no fundo da quadra como na rede. Dentro e fora das quatro linhas, esse suíço nascido em Basel é também uma máquina de fazer dinheiro. Desde 1998, quando começou a jogar como profissional, ele acumulou US$ 48 milhões em prêmios e estima- se que ganhe mais US$ 15 milhões ao ano com patrocínios. “Não dá para destacar um ponto negativo na imagem dele”, diz César Gualdani, diretor da TNS Sports, consultoria de marketing esportivo.
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