| Dinheiro do Investidor |
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Dinheiro em ação Por Milton Gamez
PAPÉIS AVULSOS |
"Essa decisão abrirá mais possibilidades de captação de recurso"

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Constantino Júnior
presidente da Gol |
Que venham os dólares
Finalmente uma boa notícia se projeta no horizonte para TAM e Gol. As duas maiores aéreas brasileiras poderão, se o Congresso permitir, receber uma porcentagem maior de investimento estrangeiro. Na quarta-feira 8, o Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) aprovou o texto do projeto de lei que permite o aumento da participação internacional nas empresas aéreas de 20% para até 49%. Com autoria do Ministério da Defesa, espera-se que a proposta seja aprovada pelos parlamentares. As ações das duas aéreas foram penalizadas nos últimos dois anos por inúmeros fatores: crise aérea, compra da Varig pela Gol, queda no número de passageiros, sobe e desce no preço do petróleo e liberação dos preços das passagens internacionais. Se houver, o reforço de caixa será bem-vindo. Constantino Júnior, presidente da Gol, recebeu a notícia do Conac com sorrisos. “Essa decisão abrirá mais possibilidades de captação de recursos”, afirma. As ações preferenciais da Gol acumulam alta de 14% em 2009. As da TAM subiram 6,3%. Em 2008, a queda foi de 77% e 54%, respectivamente. Em junho, a corretora Lopes Filho reiterou expectativas negativas em relatório sobre o setor: “A incerteza não vem somente pela pressão dos custos, mas também pela redução da demanda. Julgamos que ainda haverá impactos significativos na aviação comercial brasileira oriundos da crise.”
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| DESTAQUE NO PREGÃO |
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Cabo de força
A operadora de TV a cabo Net não assistiu de braços cruzados à decisão da Anatel de proibir a cobrança de pontos extras. Três meses depois, a companhia encontrou uma brecha para não perder receita: a cobrança de um aluguel de R$ 19,90 pelo aparelho utilizado no ponto-extra. Na prática, a empresa só mudou o nome e o valor do serviço. Antes, a cobrança era de R$ 24,90 por ponto adicional. Quando houve a proibição, os analistas reviram suas expectativas em relação aos resultados. Esperava-se uma queda de 5% na receita e de 20% no Ebitda. No entanto, as ações da Net tiveram alta de 32% desde a proibição (em 16 de abril) até a quarta-feira 8. Nesse dia, o papel NETC4 fechou em alta de 5% na BM&FBovespa.
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PALAVRA DE ANALISTA
A alternativa encontrada pela Net não surpreende. Já se esperava que a companhia tentasse recuperar as perdas previstas com o fim da cobrança do ponto adicional. “Só não sabíamos se a Net aumentaria o valor dos pacotes, cobraria mais caro na manutenção ou utilizaria outra alternativa para minimizar o prejuízo”, afirma Beatriz Batelli, analista do Banco Brascan. Se o pior cenário para a companhia era a queda de 5% em sua receita, com a nova cobrança, as perspectivas são de uma leve melhora. “A receita deve cair em torno de 2%”, diz a analista. |
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PETROBRAS
Poço seco
Como diz o presidente Lula, Deus é brasileiro – e encheu a camada pré-sal de petróleo. As expectativas são muitas, apesar do alto custo de extração e da imprevisibilidade das cotações do ouro negro. Na quarta 8, porém, as ações da Petrobrás caíram na Bovespa depois de notícias de que a perfuração de um poço do pré-sal pela Exxon não encontrou petróleo. Pura especulação dos mercados: a brasileira tem 20% do Poço Guarani, na Bacia de Santos. Suas preferenciais cederam 0,82% e as ordinárias perderam 1,41%. A má notícia não significa que o pré-sal vai decepcionar os investidores, mas ressalta os riscos de se comprar ações da petrolífera com base em expectativas de lucro impossíveis de se calcular nesse estágio das explorações.
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QUEM VEM LÁ |
| Juntas, mas nem tanto
Começa nesta semana, na quinta-feira 15, a oferta de ações da Perdigão para o público de varejo. Até o dia 20, os investidores individuais poderão fazer reservas de R$ 3 mil a R$ 300 mil. Dos R$ 4,4 bilhões em oferta, somente 10% foram reservados às pessoas físicas. Menos mal. A operação envolve bastante risco, como se pode verificar no prospecto. Um deles é o de a fusão da Perdigão com a Sadia não ser aprovada pelo Cade, o órgão de defesa da concorrência presidido por Arthur Badin. Na quarta-feira 8, o Cade fechou um acordo com as duas companhias que permite as mudanças societárias e a criação da BRF - Brasil Foods, mas adia a integração das operações até o julgamento do mérito, sem data definida. |
FIQUE DE OLHO: O dinheiro a ser captado pela Perdigão não tem finalidade específica. Servirá para melhorar a base de capital da empresa. |
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