O banqueiro marqueteiro Depois de investir em campanhas políticas, Antônio Lavareda vira sócio de banco para emprestar dinheiro a empresários nordestinos
Márcio Kroehn
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Lavareda, investidor: capital para apoiar as empresas do Nordeste em operações financeiras
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A função de um marqueteiro é surpreender o mercado. Esse é o trabalho que Antônio Lavareda exerce todos os dias na MCI, sua empresa especializada em marketing e estratégia, que nos últimos anos respondeu pela campanha de políticos filiados ao PSDB, PMDB e DEM. Mas Lavareda também é um investidor.
E dos ousados. Enquanto os bancos regionais sucumbem e são absorvidos pelo apetite do Banco do Brasil, casos do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e do Banco do Piauí (BEP), ele associou-se a Paulo Sérgio Macêdo, da Nordeste Segurança, e Severino Carneiro de Mendonça, da Serttel, companhia que fornece serviços de instalação de radares, e criou a Gerador Participações.
O objetivo? Dar à luz uma instituição financeira no Nordeste. O Banco Gerador foi criado com R$ 20 milhões de capital inicial. E com um plano de voo traçado: oferecer ajuda aos empresários nordestinos, com faturamento entre R$ 50 milhões e R$ 250 milhões, que estão em processo de fusão ou aquisição, reestruturação acionária e capitalização de seus negócios.
"Faltava um banco regional que olhasse para as necessidades dos empresários locais", diz Paulo Dalla Nora, presidente da nova instituição. Ele vai comandar o dia a dia do banco, executando a estratégia de Lavareda, Macêdo e Mendonça a partir da sede, no Recife, e no escritório de São Paulo.
O relacionamento dos sócios do Gerador com o empresariado nordestino é um passo importante para a assessoria em grandes negócios. Compras de empresas, por exemplo, precisam de um assessor local. "O Gerador vai montar parcerias com os grandes bancos nessas operações", diz Dalla Nora.
"Faltava um banco regional "
Só não espere ver agências bancárias exibindo a marca do banco. O Gerador terá agentes porta a porta, que percorrerão a região para conversar com empresários e clientes que queiram crédito consignado, a única modalidade para a pessoa física. É um marketing, por assim dizer, boca a boca. Pelos estudos feitos pelo Banco Gerador, a oportunidade de crescimento da região é enorme, mesmo no meio da turbulência financeira global.
Se o Nordeste fosse um país, seria um dos poucos a crescer acima de 1% do PIB neste ano. "A crise será pouco danosa para o Nordeste", espera Dalla Nora. Na tradução para a linguagem bancária, é a oportunidades de negócio. E para Lavareda, significa enxergar primeiro.
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